Rádio Observador

YouTube

App do YouTube só para crianças chega esta quarta-feira a Portugal

243

A app do YouTube focada nos mais novos chega esta quarta-feira a Portugal. A aposta em filtros parentais especiais e uma interface simples é a aposta da Google para as crianças.

O visual do YouTube Kids é simplificado e pode ter apenas os vídeos que os pais querem que os filhos vejam

YouTube

O YouTube Kids chega esta quarta-feira a Portugal. A aplicação móvel da famosa plataforma de vídeo da Google direcionada a crianças “até aos 12 anos” foi lançada inicialmente em 2016 nos Estados Unidos da América, tem “11 milhões de utilizadores ativos” semanais e vai estar disponível no mercado português nos sistemas operativos Android e iOS, explicou ao Observador fonte da empresa.

A pensar no público português, a Google anunciou parcerias com programas infantis como o Pocoyo, a Porquinha Pepa, o Ruca e o Avô Cantigas. Para garantir que os mais novos não acedem avídeos que não são apropriados para a sua idade, por terem “linguagem e conteúdo impróprio”, a app tem um sistema de inteligência artificial que seleciona apenas vídeos direcionados ao público infantil.

Os pais que queiram instalar esta app num smartphone ou tablet terão de fazê-lo com uma conta Google. Podem criar até oito perfis, o que pode ser útil para quem tem muitos filhos. A app permite ainda que os pais escolham se querem manter ativo o sistema de pesquisa de vídeos, como acontece no tradicional YouTube. Na plataforma só para crianças, os pais podem optar por não incorporar a função de pesquisa, disponibilizando apenas os vídeos que querem que os filhos vejam. Quem quiser manter o motor de busca, pode fazê-lo, para que os mais novos pesquisem o que querem ver escrevendo ou falando em português para a aplicação.

O controlo parental da aplicação vai mais longe e o responsável pela criança até pode escolher os canais e vídeos específicos que quer que o menor veja.

A imagem de seleção do perfil na aplicação para uma criança que surge na aplicação após a instalação

Como explica a economia, “não há almoços grátis” e o YouTube Kids tem publicidade direcionada aos mais novos, em alguns vídeos, e “até 60 segundos”. A empresa promete que, em Portugal, a app não vai transmitir anúncios de comida e que a publicidade se fará mais com “brinquedos” e outros produtos que cativam as crianças. Em matéria de proteção de dados, a empresa assume que cumpre com a legislação em viigor e que, apesar de recolher dados da plataforma, não chega a saber a identidade do menor que a utiliza, sem consentimento dos pais.

O menor só pode ter acesso à aplicação com uma conta Gmail dos pais. Teoricamente, só se pode ter uma conta da Google a partir dos 13 anos

Em abril, o The Guardian noticiava que a Google recolhia dados de menores. “A informação que recolhemos é o primeiro nome, mês e ano de nascimento do perfil que os pais inserem na aplicação”, justifica a empresa. De acordo com o teste que o Observador fez à versão portuguesa da app, é possível criar um perfil sem incluir dados de um menor.

Além destas configurações de segurança, o YouTube Kids apresenta “conteúdos centrados na família” através de quatro categorias: “Programas, Música, Aprender e Explorar”. Nos próximos meses, a Google espera ter mais parceiros de conteúdos a pensar nos mais novos através desta aplicação.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mmachado@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)