O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assistiu esta terça-feira, em Paredes, às cerimónias fúnebres da enfermeira do INEM que morreu no acidente com um helicóptero, no sábado, em Valongo. O chefe do Estado, que não prestou declarações aos jornalistas, estava acompanhado da ministra da Saúde, Marta Temido. Mas, momentos mais tarde, o Presidente da República comentou que houve “muita falha” no caso do helicóptero acidentado.

Apesar da chuva intensa e do frio que se faziam sentir na localidade, ao funeral compareceram centenas de pessoas, destacando-se a presença de dezenas de elementos do INEM com as suas roupas de trabalho, das corporações de bombeiros da região e da GNR. Os elementos do INEM despediram-se da ex-colega com palmas à passagem do cortejo fúnebre em direção ao cemitério de Baltar, onde se realizou o enterro em ambiente de consternação.

À margem de um almoço com camionistas, o Presidente da República foi confrontado com o relatório preliminar da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), divulgado esta terça-feira. Marcelo Rebelo de Sousa apontou várias falhas nos procedimentos de várias entidades, afirmando tratar-se de “muita falha e isso significa que o Estado falhou“.

“Espero que não se confirme no relatório definitivo aquilo que consta do relatório preliminar. Constam quatro falhas: duas da Navegação Aérea de Portugal (NAV) e duas do 112. É muita falha, e isso significa que o Estado falhou”, afirmou o chefe de Estado aos jornalistas. Para Marcelo Rebelo de Sousa, estas falhas “não são boas para a confiança das pessoas nas instituições“.