Rádio Observador

Saúde Pública

Escola Secundária de Cascais fecha sete salas devido a níveis elevados de amianto

689

Associação de pais já tinha alertado em janeiro. Quercus critica Autoridade das Condições de Trabalho por ter ignorado as denúncias anteriores. Cinco das sete divisões eram salas de aula.

A associação Quercus diz que esta situação "demonstra que o diagnóstico realizado às escolas não identificaram todos os materiais, nem classificaram todas as situações graves,

JOÃO RELVAS/LUSA

Depois de terem sido detetados níveis elevados de amianto devido às obras num condomínio vizinho, os inspetores da Autoridade das Condições de Trabalho obrigaram a Escola Secundária de Cascais a encerrar sete salas para garantir a segurança dos alunos. De acordo com a TSF, trata-se de cinco salas de aula, da sala dos diretores de turma e de outra sala da escola.

A Direção-geral dos Estabelecimentos Escolares disse, entretanto, que a Câmara Municipal de Cascais tinha garantido que as obras no edifício ao lado da escola não estariam a ter impacto no estabelecimento e que a segurança dos alunos nunca esteve em causa. No entanto, a situação já tem vindo a ser abordada desde janeiro, quando a Federação das Associações de Pais pediu uma intervenção urgente na escola.

“Há um condomínio a ser construído ao lado, fazem explosões recorrentes, a estrutura dos edifícios treme e o amianto é libertado”, explicou na altura André Pestana, dirigente do Sindicato de Todos os Professores, à agência Lusa. Depois de uma análise dos técnicos presentes no local, a câmara tinha dito em comunicado que o pavilhão de fibrocimento pré-fabricado “não apresenta danos estruturais nem risco de colapso”.

Também a associação Quercus emitiu um comunicado onde critica a Autoridade das Condições de Trabalho por ter ignorado as denúncias anteriores, afirmando que “a situação reforça o que tem vindo a ser denunciado pela SOS AMIANTO relativamente às condições degradantes que as escolas Portuguesas apresentam e que poderão colocar em risco a saúde dos seus ocupantes – alunos, professores e outros trabalhadores”.

Em julho do ano passado, o Parlamento aprovou um decreto-lei que obriga à identificação dos edifícios, instalações e equipamentos de empresas com amianto no período de um ano, com vista à remoção do produto cancerígeno. A Quercus, citada pela TSF, diz ainda que esta situação “demonstra que o diagnóstico realizado às escolas não identificaram todos os materiais, nem classificaram todas as situações graves, caso contrário este caso há muito tempo teria sido sinalizado e intervencionado”.

O amianto é uma fibra natural mineral que foi muito usada em edifícios (em tetos falsos, revestimentos ou isolamentos) e maquinarias entre os anos 50 e 90 do século passado A inalação de partículas de amianto está associada ao risco de contrair doenças como o cancro.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: cpeixoto@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)