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Agências de Rating

DBRS mantém rating mas sobe perspetiva da dívida portuguesa para positiva. Governo congratula-se

"O défice orçamental está a aproximar-se lentamente do equilíbrio e o rácio dívida pública/PIB está a descer a um ritmo saudável", entende a DBRS. Governa congratula-se com efeitos de juros baixos.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

A agência de notação financeira canadiana DBRS decidiu manter o rating de Portugal em BBB, dois níveis acima de lixo, mas anunciou a subida da perspetiva de notação da dívida pública portuguesa de estável para positiva. Essa alteração indicia uma possível melhoria do rating em próxima avaliação.

A perspetiva positiva reflete a visão da DBRS de que os riscos para o ‘rating’ estão inclinados para o lado positivo”, indica a agência de notação financeira canadiana, acrescentando que “o défice orçamental está a aproximar-se lentamente do equilíbrio e o rácio dívida pública/PIB está a descer a um ritmo saudável”.

O Governo já se congratulou com a decisão, defendendo que esta “mantém o ciclo de valorização da dívida da República Portuguesa iniciado em setembro de 2017 por parte das quatro principais agências de ratings a nível global e traduz a confiança na evolução que se tem verificado tanto na economia como nas finanças públicas” de Portugal.

A taxa de juro das obrigações portuguesas a 10 anos no mercado secundário tem estado ao longo da última semana sempre abaixo de 1,30%, um valor sem paralelo histórico, e o diferencial face a Espanha tem também vindo a reduzir-se ao longo de 2019″, lê-se no comunicado de reação enviado à comunicação social.

O ministro das Finanças (e presidente do Eurogrupo) Mário Centeno já tomou uma posição oficial. Centeno afirma que “a consolidação do equilíbrio das finanças públicas portuguesas tem permitido a redução sustentada dos custos de financiamento do Estado que só em 2018, face a 2015, significou uma poupança em juros superior a 1.250 milhões de euros. Mas juros mais baixos são também uma boa notícia para as famílias e as empresas, que podem assim investir a custos mais reduzidos”, lê-se em comunicado.

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