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Estados Unidos da América

Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes exige acesso a totalidade do relatório Mueller

O presidente da Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes, o democrata Jerry Nadler, emitiu uma intimação exigindo o acesso à totalidade do relatório Mueller e documentos relacionados.

MICHAEL REYNOLDS/EPA

O presidente da Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes, o democrata Jerry Nadler, emitiu hoje uma intimação exigindo o acesso à totalidade do relatório Mueller e documentos relacionados até 1 de maio.

O dia coincide com a data em que o procurador-geral William Barr irá testemunhar perante à Comissão Judiciária do Senado, devendo comparecer no dia seguinte perante a Comissão presidida por Nadler.

Segundo Nadler, é preciso “ter a totalidade do relatório, em bruto, e os documentos que lhes serviram de base para tomar decisões informadas”.

A intimação é o pontapé de partida do que poderá ser uma longa batalha judicial. Se o Departamento de Justiça não responder, os democratas poderão acusar as autoridades de desobediência ao Congresso ou, eventualmente, levar a batalha até aos tribunais.

No início do mês, a Comissão Judiciária votou a favor de autorizar Nadler a emitir intimações para o relatório final, provas e documentos relacionados com a investigação de Mueller sobre a ingerência russa nas eleições norte-americanas.

A porta-voz do presidente Donald Trump, Sarah Sanders, rejeitou as alegações de que o relatório do procurador especial Robert Mueller expôs a “cultura de mentira” da Casa Branca, como afirmou Nadler.

Sanders contestou também as acusações de que teria enganado a imprensa quando afirmou que “inúmeros” elementos do FBI perderam a confiança no diretor da agência federal de investigação norte-americana, James Comey, o que levou à sua demissão.

Sanders tinha dito aos jornalistas, após a demissão de Comey em 2017, que “inúmeros” elementos do FBI tinham acolhido favoravelmente a decisão do presidente Trump, mas na sexta-feira afirmou à estação televisiva ABC que a expressão foi um “deslize” que aconteceu “no calor do momento”.

O procurador geral, William Barr, enviou o relatório Mueller ao Congresso, com algum material redigido, incluindo informações para o grande júri, entre as quais entrevistas com testemunhas.

De acordo com o procurador especial Robert Mueller, o presidente Donald Trump tentou afastá-lo, desincentivou testemunhas a cooperar com os promotores e encorajou os assessores a enganar o público.

O relatório detalha os vários esforços que Trump fez para condicionar a investigação sobre a Rússia que temia que enfraquecesse a sua administração.

Mueller escreve que as tentativas de Trump controlar a investigação e instruir outras pessoas no sentido de o influenciar “não foram bem-sucedidas, em grande parte porque as pessoas que rodeiam o presidente se recusaram a cumprir as suas ordens ou acatar os pedidos”.

O relatório de dois volume e 447 páginas foi finalmente libertado na quinta-feira.

Donald Trump reagiu ao relatório sobre as suspeitas de conluio entre os membros da sua campanha presidencial e a Rússia, em 2016, falando de testemunhos “fabricados”.

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