“Fazer a papinha toda”. A expressão raramente se usa de forma literal, mas no caso das Mesas Bohemia justifica-se o duplo sentido, ir além da metáfora. Porque “fazer a papinha toda” é aquilo que este evento proporciona a cada edição. Faz a papinha de tornar os melhores restaurantes do país acessíveis a quem está em Lisboa e Porto. E depois eles chegam e fazem papinha. E da boa.

Não se diminua a questão da acessibilidade. Porque há restaurantes que não são simplesmente longe. Para lá chegar é preciso rasgar serras, por entre curvas e contracurvas em estradas tão belas como sinuosas. É o caso da Adega dos Apalaches, na aldeia de Roqueiro, perto de Oleiros.

E a cerveja Bohemia não vai trazer apenas a Adega dos Apalaches. A cerveja Bohemia vai trazer o cabrito estonado da Adega dos Apalaches. Porque é que isso interessa? Porque a história desta receita dava um filme. Terá sido um padre missionário natural de Oleiros, António de Andrade, o primeiro europeu a atravessar os Himalaias e a chegar ao Tibete, a relatar nas suas crónicas o modo como por ali se comiam os cabritos sem os esfolar, retirando-se o pelo mas não a pele.

Em boa hora, alguém terá decidido reproduzir a receita na terra natal de António. Valeu o esforço de ambos, missionário e cozinheiro: o cabrito estonado de Oleiros não se compara com nenhuma outra forma de comer o bicho, já que a carne cozinha mais lentamente, protegida pela pele, e fica muitíssimo suculenta. Já a pele estaladiça faz lembrar a do leitão à Bairrada. Mas melhor ainda.

Ora, com uma descrição deste género — que peca por escassa, já que há sensações que nem os adjectivos mais generosos conseguem transmitir —, é apenas natural que se façam romarias a Oleiros para comer a especialidade. Muitas delas param na tal Adega dos Apalaches, na aldeia de Roqueiro. A cordilheira americana não lhe dá nome por acaso. O famoso trilho homónimo tem, na sua versão internacional, uma das secções na vizinha serra do Moradal.

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Nesta casa de pedra e madeira, a cozinha faz-se a ferro e fogo, pela mão acertada do chef André Ribeiro. O mesmo chef que, nos próximos dias 10, 11 e 12 de maio vai reproduzir essa mesma especialidade a mais de 200 quilómetros da origem, no Porto, em nova edição das Mesas Bohemia. Preparado para o festim?

Festim é a palavra a reter. É que na Invicta ninguém se vai ficar pelo cabrito estonado. Longe disso. A aventura gastronómica começará com os típicos maranhos à moda da terra, que jamais poderiam faltar à festa. Depois, o primeiro momento de harmonização: mexido de enchidos regionais, uma espécie de à brás, com a cerveja Bohemia Original, para realçar as respectivas notas de caramelo.

De seguida, e para provar que o peixe de rio pode nada ficar a dever ao de mar, chegará à mesa (cerveja Bohemia) uma sopa de achigã e barbo com pão frito e ovo escalfado. Para cortar o calor da sopa conte-se com a frescura e amargor da cerveja Bohemia Puro Malte.

Devidamente forrados os estômagos, será então tempo de abrir alas para a estrela da companhia, o ex-líbris da terra, o tal cabrito estonado. A acompanhá-lo, neste caso, batata assada, arroz de miúdos e migas de couve com broa. O ponto alto da refeição terá parceira à altura na cerveja Bohemia Bock, a mais torrada desta família de cervejas, o que calha bem tendo em conta o sabor a fogo entranhado no animal. Os aromas prometem igualmente: o chef André Ribeiro tem por hábito usar um entrançado de louro e alecrim para fumar previamente o forno.

As sobremesas serão tradicionais, e nem podia ser de outra forma: tigeladas e papas de carolo, uma espécie de arroz doce beirão feito com um preparado de milho, o tal carolo. Esperemos, honestamente, que não esteja a ler isto em jejum. Se estiver, o melhor remédio é garantir já lugar à mesa.

Mais informações em mesasbohemia.pt. Bilhetes disponíveis em ticketline.sapo.pt. Jantares sexta e sábado às 20h e almoço no domingo às 13h. Preço por pessoa: 30€. O evento acontece na Rua Dr. Eduardo Santos Silva, 261, Porto.

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