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Rui Rio atira-se ao CDS nos salários dos juízes: “Não contem com o PSD”

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Líder do PSD considera que está a faltar "sentido de Estado" ao CDS ao possibilitar que os salários dos juízes possam ser mais altos do que o do primeiro-ministro e diz-se "convictamente contra".

Rui Rio já tinha manifestado oposição à proposta socialista e agora ataca também o CDS sobre o estatuto remuneratório dos juízes

PAULO NOVAIS/LUSA

Já se sabia que o PSD era contra permitir que os salários dos juízes possam ultrapassar o valor fixado para o primeiro-ministro, mas agora Rui Rio veio publicamente insurgir-se contra o CDS, o partido que mais recentemente o defendeu. Na sua conta oficial no Twitter, o presidente social-democrata que a posição do partido liderado por Assunção Cristas mostra “falta de sentido de Estado.

A reivindicação tem sido feita pela associação sindical dos juízes e o Governo e o PS acompanharam a posição propondo que a referência passe a ser o salário do Presidente da República, em vez de os salários dos magistrados estarem balizados pelos salários do primeiro-ministro, que é mais baixo. O CDS vem agora dizer que se junta a esta proposta e Rui Rio salta no ataque considerando que “não é difícil ser fraco com os fortes e forte com os fracos”. O líder do PSD diz-se mesmo “frontalmente contra” esta medida.

Esta quarta-feira, o Jornal de Negócios avançou a intenção dos democratas-cristãos em avançarem com um projeto, no âmbito da revisão do Estatuto dos Magistrados Judiciais, para calrificar aquele que já consideram ser um “princípio geral”. Ao jornal, a deputada do CDS Vânia Dias da Silva disse que o CDS vai “propor é que fique absolutamente claro, embora já decorra do princípio geral, que não se pode em nenhuma circunstância ultrapassar o salário do Presidente da República”.

A revisão do estatuto remuneratório dos juízes só tinha o apoio, até agora, dos comunistas — além do PS. O Bloco e o PSD opunham-se. O projeto do CDS abre agora a porta para que a alteração possa concretizar-se, já que, assim, há maioria no Parlamento.

Ao Negócios, a deputada centrista Vânia Dias da Silva defende que “os magistrados têm uma carreira, tem de haver possibilidade de avanço e o teto do primeiro-ministro estava a impossibilitar a progressão, era iníquo e não fazia sentido”. E diz que o que o CDS vai “propor é que fique absolutamente claro, embora já decorra do princípio geral, que não se pode em nenhuma circunstância ultrapassar o salário do Presidente da República”.

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