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Regionalização

Costa quer evitar confronto com Marcelo na regionalização e admite aumentos no Estado

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António Costa não exclui a possibilidade de atualizar vencimentos da Função Pública. No caso dos técnicos superiores, admite "rever significativamente" os níveis remuneratórios.

ANDRÉ KOSTERS/LUSA

A pior coisa que podia acontecer para quem defende a regionalização (…) era precipitarmo-nos numa confrontação com o Presidente da República, com um risco de comprometer por mais 20 anos” o processo, afirma António Costa, em entrevista ao Expresso, publicada este sábado.

O primeiro-ministro lembra que “o PS sempre foi a favor da regionalização” e admite que “o próprio Presidente possa ter evoluído na sua reflexão ao longo dos últimos anos”.

Mas António Costa avisa que é preciso cautela. “Há que fazer uma avaliação sobre a oportunidade política da introdução do tema, sabendo-se que o atual Presidente da República foi o campeão do combate à regionalização“, acrescenta o secretário-geral do PS, que se apoia no líder do PSD. “O dr. Rui Rio há 20 anos foi um vice-campeão no combate à regionalização e hoje é um dos grandes defensores da regionalização”, considera António Costa.

Nesta entrevista ao Expresso, o primeiro-ministro também não exclui a hipótese de “haver atualização anual dos vencimentos” na Função Pública e admite até “rever significativamente os níveis remuneratórios dos seus técnicos superiores“.

Os técnicos superiores têm de ter fatores de diferenciação salarial significativa, sob pena de o Estado deixar de ser competitivo na contratação de quadros qualificados para a Administração Pública”, argumenta o primeiro-ministro. António Costa deixa ainda a indicação de que o Governo vai “preencher as inúmeras lacunas de contratação de pessoal na administração pública”.

No dia em que o PS inicia uma série de quatro convenções temáticas, que culminam com uma convenção nacional em julho, para construir o programa eleitoral para as legislativas, o líder socialista reconhece que “o potencial de crescimento do país está muito abaixo do que precisa”, admite novos apoios sociais que reduzam as desigualdades — mas não adianta quais — e propõe “reforçar os instrumentos de combate à corrupção e os meios afetos à investigação”.

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