A empresa chinesa Huawei foi colocada numa “lista negra” do governo dos EUA em maio. Rapidamente, gigantes tecnológicos como a Google ou o Facebook cessaram relações. Dois meses depois, com o encontro, no G20, de Donald Trump, presidente norte-americano, e Xi Jiping, presidente da China, o bloqueio foi levantado. Mesmo assim, como avança o TechCrunch, a Huawei continua numa “lista negra” com fortes restrições para os americanos que queiram negociar com a empresa.

Donald Trump diz que empresas americanas podem vender produtos à Huawei

Apesar de o bloqueio dos EUA ter cessado, e aliviado o negócio da empresa chinesa em países como Portugal, o departamento do comércio dos EUA continua a criar obstáculos e as ordens internas são para tratar a empresa com uma ameaça. Mesmo com o fim do bloqueio, qualquer empresa norte-americana que queira negociar com a Huawei tem de pedir uma licença ao departamento de Comércio dos EUA e provar que os produtos que estão a vender à chinesa não colocam a segurança nacional em risco.

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Segundo o mesmo meio, todos os pedidos vão ser avaliados segundo “presunção de negação”, o que faz com que seja pouco provável as empresas norte-americanas terem aprovação para negociar com a empresa com sede na China. Apesar de a Huawei ter produtos à vendas na Europa há vários anos, tem sido barrada no mercado dos EUA de vender os seus produtos — tanto em smartphones como em infraestruturas de rede.

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A Huawei tem negado veemente que trabalha em conluio com o governo chinês para espionar países estrangeiros, contrariando o que dizem os EUA. O bloqueio de dois meses do executivo de Donald Trump criou prejuízos de milhares de milhões de euros à Huawei, com consumidores com dúvidas sobre se os equipamentos que têm da empresa iam continuar a ter as mesmas garantias de segurança que tinham até maio. A Huawei chegou a adiar o lançamento do Huawei Mate X, o seu primeiro smartphone com ecrã dobrável, devido a este impasse.

AHuawei assumiu recentemente que já não vai tentar ser líder do mercado de smartphones — ultrapassando a Samsung — e, para já, vai continuar a utilizar o sistema operativo Android, da empresa norte-americana Google. Contudo, com as incertezas criadas com o bloqueio, espera-se que a Huawei crie o seu sistema operativo próprio para competir com o iOS e Android que dominam o mercado mobile, apesar de nada ainda estar confirmado.