Subiu para 58 o número de mortos num motim que ocorreu esta segunda-feira no Centro de Recuperação Regional de Altamira, uma prisão no sudoeste do Pará, no Brasil, avança o G1. O número inicial de mortos era de 52 e depois de 57. Segundo o mesmo jornal, 42 reclusos morreram asfixiados e 16 foram decapitados. Houve ainda um momento em que dois guardas prisionais foram feitos reféns, sendo mais tarde libertados depois de a Polícia Militar e a Polícia Civil terem iniciado negociações.

O motim terá sido motivado por uma rixa entre rivais do mesmo estabelecimento prisional, quando os reclusos do bloco A, que pertencem a uma organização criminal, terão invadido o bloco B, ocupado pelo grupo rival. Tudo isto ocorreu por volta das 7 horas locais (11h em Portugal), na altura em que se iniciava a entrega do pequeno-almoço na prisão. De seguida, os reclusos terão trancado uma sala e ateado fogo ao local, tendo muitos deles morrido por asfixia depois de o fumo entrar nas suas celas. Este estabelecimento prisional tem capacidade para 200 reclusos, mas era ocupado por 311 presos.

O Gabinete de Gestão da Segurança Pública ordenou a transferência imediata de 46 reclusos que estiveram envolvidos nos confrontos, 16 deles identificados como os líderes dos grupos. Dez destes reclusos vão para uma prisão federam e os restantes serão distribuidos por prisões no Pará.

Este é o maior motim ocorrido no Brasil este ano. Em maio, dois motins em prisões de Manaus provocaram 55 mortos em menos de 48 horas, todas eles apresentando sinais de asfixia.

(Artigo atualizado esta terça-feira às 7h42 com a informação do número de mortos)