Alex Salmond, o antigo primeiro-ministro da Escócia que desencadeou uma tentativa de independência do Reino Unido, compareceu esta quinta-feira em tribunal para enfrentar 14 crimes de abuso sexual alegadamente cometidos enquanto liderava o país. Entre os crimes está uma tentativa de violação, 11 casos de abuso sexual e dois de agressão sexual, enumera o The Guardian. O antigo primeiro-ministro nega todas as suspeitas.

Os casos de alegada agressão sexual remontam a 2008, mas Alex Salmond está também a ser acusado de ter beijado e tocado sem consentimento uma mulher em dezembro de 2013 em Bute House, a residência oficial do primeiro-ministro da Escócia. Segundo a acusação, depois de ter beijado e apalpado a mulher, Alex Salmond prendeu-a numa cama “com a intenção de a violar”. A vítima terá conseguido escapar.

Dez mulheres dizem ter sido atacadas pelo antigo primeiro-ministro escocês. À entrada do tribunal, Alex Salmond disse estar pronto para “a declaração de defesa no tribunal”: “Declaro-me inocente de todas as acusações”, repetiu. Mas recusou-se acrescentar mais declarações por causa do ambiente político no Reino Unid: “Estamos no meio de uma campanha eleitoral geral e não vou dizer nada que influencie esse processo”, justificou.

Esse é o posicionamento que Alex Salmond mantém desde que foi exposto à ação civil no passado e que o considerou inocente. Agora, o antigo primeiro ministro enfrenta a ação criminal, em que promete defender a tese da inocência “com vigor”. A ajudá-lo está Gordon Jackson, um respeitado advogado trabalhista. O juiz à frente do processo é Alex Prentice, dos mais famosos na Escócia.

O ponto final ao caso Salmond só deve acontecer em março, quando o antigo primeiro-ministro for a julgamento. O primeiro dia das quatro semanas de julgamento é 09 de março.