O Alto Representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Josep Borrell, anunciou esta sexta-feira uma reunião de conciliação, para fevereiro, entre as potências signatárias para tentar manter o acordo nuclear de 2015 assinado com Teerão.

A comissão conjunta vai avaliar os progressos regularmente. A próxima reunião vai ter lugar em fevereiro”, declarou o chefe da diplomacia europeia, num breve comunicado, sem especificar o dia ou o local do encontro, uma semana depois de França, Alemanha e Reino Unido terem acionado um mecanismo de resolução de disputas para forçar o Irão a cumprir os seus compromissos.

Segundo Borrell, “todos os participantes no Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA) reafirmaram a sua determinação em preservar o acordo que é do interesse de todos” e, “apesar das diferenças quanto às modalidades, entendeu-se ser preciso mais tempo devido à complexidade das questões e, portanto, o calendário será prolongado”.

O JCPOA é um acordo firmado a 14 de julho de 2015, em Viena, pelo Irão e pelos países com assento no Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido), mais a Alemanha, visando restringir a capacidade do Irão desenvolver armas nucleares.

Entre outras disposições, o acordo limita o número de centrifugadoras (utilizadas para enriquecer urânio) de que o Irão pode dispor a 6.104, contra 20.000 que tinha antes da aplicação do pacto.

O acordo permitiu, por isso, o levantamento de parte das sanções internacionais ao país em troca do compromisso de Teerão de que o seu programa nuclear tem fins pacíficos.

Porém, em maio de 2018, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada do acordo, voltando a aplicar sanções ao Irão.

Depois disso, Teerão tem vindo a abandonar progressivamente compromissos que tinha assumido.