Fernando Alonso passou ao lado de uma carreira de (ainda) maior sucesso. Pelo menos, na Fórmula 1 (F1). Teve acesso à disciplina máxima do desporto automóvel ao bater o piloto português Manuel Gião, que segundo ele (e existem vídeos que o confirmam), foi ultrapassado em 1999, na derradeira corrida do Euro Open by Nissan, sob bandeiras amarelas, o que retirou a vitória no campeonato a Gião e a entregou ilegalmente a Alonso.

Fernando Alonso e Manuel Gião durante a disputa do Euro Open by Nissan, em 1999, que o espanhol venceu depois de ultrapassar o português sob bandeiras amarelas

Depois o espanhol fez render esta “oferta” dos comissários de pista (seus conterrâneos) ao ter um bom desempenho no seu primeiro teste de F1, a que se seguiria um 4º lugar na F3000 no ano seguinte, para depois ter sido sempre considerado um dos melhores e mais rápidos, se bem que o número de títulos e vitórias não espelhem essa realidade.

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Amuado com a falta de um carro para bater os Mercedes, Ferrari e Red Bull, o espanhol virou as costas à luta e assinou pela Toyota, tentando compensar a falta de sucesso (ao nível dos melhores) na F1, com vitórias noutras disciplinas. Nos EUA, o plano não correu muito bem, porque a concorrência era grande, tal como na F1, mas no campeonato do mundo de resistência (WEC), onde a Toyota não tinha rival à altura, o espanhol conseguiu as desejadas vitórias.

De seguida, tentou o Dakar. Mais uma vez, a concorrência levou a melhor sobre Alonso, que não só não venceu, como nunca esteve lá perto e até percebeu a facilidade com que se pode ter um acidente mortal (ou quase) na reputada maratona. E se Fernando Alonso ainda tiver dúvidas a esse respeito, pode sempre sempre perguntar a Carlos Sousa e, sobretudo, ao seu navegador João Luz…

Como a Toyota revelou recentemente o seu mais recente e melhor desportivo, que lhe permite liderar na classe, o GR Yaris, Alonso esteve presente para dar a sua opinião e contributo durante a apresentação do pequeno superdesportivo, que decorreu em Portugal, no autódromo do Estoril.

A pequena “bomba” promete, pois alia ao motor mais potente deste segmento, com 261 cv, um sistema de tracção integral desportivo, também até aqui inexistente nesta classe de veículos. No vídeo que abre este artigo, pode ver o espanhol ao volante, bem como a sua opinião sobre o novo brinquedo da Toyota.