Os híbridos plug-in (PHEV) são uns veículos que conciliam uma mecânica principal a combustíveis fósseis, gasolina ou gasóleo, com outra eléctrica alimentada por uma pequena bateria, que lhe permite circular em modo exclusivamente eléctrico durante cerca de 50 km. É um valor pequeno que, ainda assim, serve uma fatia generosa dos utilizadores que vivem na cidade ou nos arredores, que assim podem rodar em modo eléctrico (EV) durante a semana, para depois recorrer ao motor a combustão nas deslocações de fim-de-semana e nas férias.

Mas se os PHEV são interessantes para os utilizadores, são-no muito mais para os fabricantes, que necessitam deles como de pão para a boca, na medida em que beneficiam da vontade dos legisladores, pois Bruxelas permite que modelos com mais de 500 cv a gasolina anunciem consumos de 2 litros (ou menos) por se partir do princípio que a bateria está sempre carregada quando iniciam a marcha e por serem apenas considerados os primeiros 100 km. Daí que os PHEV possam dar um contributo significativo para reduzir as emissões médias de dióxido de carbono (CO2) dos fabricantes, levando-os assim a não arriscar as multas milionárias impostas pela União Europeia.

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A Mercedes é dos poucos construtores no mercado que recorre a motores a gasóleo nos seus PHEV. As vantagens conseguidas em consumo são menos volumosas do que se fosse utilizada uma unidade a gasolina e o preço é necessariamente mais elevado, pois com os motores diesel eleva os custos da mecânica, ainda que reduzindo os custos de utilização “pós-modo eléctrico” para o condutor.

O mais recente produto PHEV da Mercedes é o novo GLE 350 de, “de” de diesel electrificado, ou seja, de PHEV. O GLE é um SUV de luxo de dimensões mais que generosas, com 4,92 m de comprimento. O motor é um 2 litros turbodiesel (na realidade 1950 cc) com 194 cv e 400 Nm de força, cuja potência é complementada por uma unidade eléctrica com 136 cv. Mas o mais curioso é que este motor eléctrico relativamente pequeno, é capaz de fornecer 440 Nm de torque e logo desde as primeiras rotações. No total, o 350 de dispõe de 320 cv e 700 Nm, o que justifica os 210 km/h de velocidade máxima e os 6,8 segundos de 0-100 km/h.

Mas o principal argumento do GLE 350 de é o seu consumo e emissões de CO2. O imponente SUV da Mercedes anuncia somente 0,7 litros/100 km e apenas 18 gramas de CO2. Estes trunfos não saem baratos de conseguir e daí que a marca alemã tenha montado uma bateria muito generosa, com uma capacidade 31,2 kWh – o normal é ficar abaixo dos 15 kWh, quando o objectivo é atingir uma autonomia em modo eléctrico de 50 km.

Com o dobro da energia, o GLE 350 de atinge igualmente o dobro da autonomia em modo eléctrico, anunciando 100 km entre recargas, o que torna mais fácil encarar o SUV da Mercedes, com um peso de 2655 kg, como um veículo 100% eléctrico durante a semana, para impor a sua versatilidade nas viagens mais longas, sem a ansiedade da autonomia dos puramente eléctricos. O preço para o nosso país arranca, segundo a Mercedes, nos 84.700€ na versão mais espaçosa, para o GLE Coupé, com a mesma mecânica, ser proposto por 96.650€.