A Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI) revelou na quinta-feira que já pagou 75 milhões de euros, valor distribuído por 805 empresas, no âmbito das medidas para aceleração de pagamento dos incentivos do Portugal 2020, por causa da pandemia.

De acordo com um comunicado divulgado esta quinta-feira, o IAPMEI dá conta de que “no âmbito do conjunto de medidas de aceleração de pagamento de incentivos do Portugal 2020, já pagou 75 milhões de euros, abrangendo 805 empresas”. Estes resultados dizem respeito aos últimos 30 dias.

Este valor já pago integra as “medidas de flexibilização” que foram aprovadas pelo em Conselho de Ministros, em 12 de março, como forma de mitigar os efeitos económicos da pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

A Agência para a Competitividade e Inovação refere também que os procedimentos foram agilizados “em quatro semanas”, para permitir que os reembolsos dos incentivos sejam “liquidados no mais curto prazo possível“.

A nível global, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 141 mil mortos e infetou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados. Em Portugal, morreram 629 pessoas das 18.841 registadas como infetadas.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa quatro mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria ou Espanha, a aliviar algumas das medidas.

O “Grande Confinamento” levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

Para Portugal, o FMI prevê uma recessão de 8% e uma taxa de desemprego de 13,9% em 2020.