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Foi o primeiro debate com o primeiro-ministro em que o uso de máscara foi obrigatório. Põe e tira para falar é o novo normal no Parlamento. Rui Rio até rompeu o elástico pouco depois de falar sobre a TAP e uma assessora teve de entrar no hemiciclo a dar-lhe uma nova. António Costa também se esqueceria à saída do hemiciclo, e fez uns bons metros nos Passos Perdidos sem máscara. É tudo novo para todos. Foi assim ao longo de todo debate quinzenal, que ficou marcado por cinco pontos: o “baile” de bola de Ricardo Quaresma a André Ventura, que levou António Costa a dizer que “não há nenhum problema com a comunidade cigana em Portugal”; a promessa de que o Estado não “meterá um cêntimo na TAP sem ter mais controlo” sobre a companhia aérea; a promessa do CDS de propor a criação de uma comissão eventual para acompanhar de perto os ajustes diretos do Estado na aquisição de materiais no âmbito da pandemia, a que se seguiu a garantia de Costa de que mantém a confiança política no secretário de Estado acusado de beneficiar empresa de amigo; a garantia de que, afinal, não houve atrasos no pagamento do Estado às empresas em layoff e, por fim, a saída de Costa em defesa da CGTP: correu tudo bem no 1º de maio.

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