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Um estudo realizado por um grupo de investigadores da Universidade de Santiago de Compostela, em Espanha, concluiu que os chamados “supercontagiadores”, indivíduos capazes de transmitir uma doença a um maior número de pessoas, poderão ser responsáveis por entre um terço a metade dos casos confirmados de Covid-19.

Partindo de uma amostra de cinco mil genomas do novo coronavírus, a equipa espanhola liderada por Antonio Salas e Frederico Martinón-Torres estudou as mutações do vírus e procurou reconstruir o seu comportamento desde a origem. Foi assim que cientistas descobriram a existência destes “supercontagiadores”, responsáveis por passar a Covid-19 a outras 20 a 30 pessoas, depois de identificarem pontos de estrangulamento na diversidade do vírus, explica o El País.

Para os investigadores, seria agora importante tentar identificar estes indivíduos e fazer uma análise das suas características biológicas e do seu comportamento social. “Seria muito interessante ter uma amostra grande de ‘supercontagiadores’, de centenas ou milhares, para compreendermos o que acontece com eles”, considerou Antonio Salas ao El País. Em média, um doente com Covid-19 transmite a doença a três pessoas.

Na opinião do investigador, a ideia de que os infetados são os culpados na transmissão do vírus deve ser esquecida. Pelo contrário, conhecer melhor o perfil dos “supercontagiadores” pode ajudar a compreender melhor a Covid-19 e como é feita a sua transmissão. “As soluções chegam muitas vezes chegam (…) de um lugar inesperado”, afirmou.

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