Militares de investigação criminal à civil, militares nas estradas da Comporta, em Alcácer do Sal, tentativas de chegar à fala com os organizadores por telefone e por email. E nada. A GNR tentou na noite de sábado localizar a festa de sexo organizada pela Purilia, que contaria com a participação de cerca de 40 pessoas, com testes à Covid-19 feitos antes, mas nada encontrou. Das três uma, segundo fonte da GNR contactada pelo Observador, ou a festa não aconteceu ou mudou de sítio à última hora ou ocorreu numa propriedade tão discreta (nada invulgar na zona) que ninguém deu por ela.

Desde 18 de julho —  dia em que o Observador noticiou que em plena pandemia e sem a permissão à data de se juntarem mais de dez pessoas de cada vez estaria prevista uma festa de sexo — que a GNR está atenta ao evento. Ao Observador, o organizador garantiu primeiro que seriam, pelo menos, 40 os participantes na festa, mas todos com a obrigação de terem nas mãos um teste negativo à Covid-19. Mais, a organização garantia que tinha uma autorização informal das autoridades locais, que seria a GNR, e que ninguém iria interromper a festa.

Festa de sexo vai juntar mais de 40 pessoas na Comporta. “Só pode participar quem fizer teste à Covid”, diz organizador

Fonte do Comando da GNR admitiu ao Observador que, desde então, tentaram de tudo. Desde descobrir quem teria dado essa garantia à organização, até falar com os próprios via telefone e email.

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Esta sexta-feira a organização acabou por revelar ao Observador desconhecer para já o número final de participantes que em casal pagam cerca de 3 mil euros para entrar. “Ainda temos processo de acreditação em aberto”, disse Ricardo Champalimaud.

Sem conseguir chegar à localização exata da festa que só é conhecida pelos convidados no momento — aliás nalguns casos são levados de olhos vendados em carros da organização para que o local permaneça o mais secreto possível — a GNR ainda montou uma operação. Pôs na estrada militares em busca de pessoas que pudessem aparentar ter “uma roupa diferente” para a festa, como explicou fonte militar, e pôs também militares à civil, sem farda, a tentarem perceber movimentações suspeitas. Nada.

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“Percebemos que em alguns eventos já mudaram o local da festa à última hora, o que pode ter acontecido. Por outro lado, há muitas propriedades privadas na zona que permitiam uma festa assim sem levantar problemas para fora” disse a mesma fonte da GNR.

Esta seria a segunda festa organizada pela Purilia após o desconfinamento, a primeira terá acontecido em Cascais. O Observador ainda não conseguiu confirmar com a organização se o evento foi ou não realizado.