O CEO da Daimler, Ola Källenius, revelou que apesar de a Mercedes estar a desenvolver uma gama de veículos eléctricos a todo o vapor, que se estenderá inclusivamente ao topo de gama EQS, pretende estabelecer uma nova parceria com a Renault para partilha de tecnologia eléctrica.

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O primeiro exemplo desta parceria eléctrica deverá ser a versão bateria do novo Citan, bem como do seu “irmão” mais refinado, o Classe T, que partindo das potencialidades da plataforma do novo Kangoo, acomodará mais facilmente (e em maior quantidade) as baterias de que necessita para se deslocar. Entretanto, sabe-se ainda que o actual acordo para produzir para a Smart os ForFour eléctricos e as mecânicas e baterias para os ForTwo EQ deverá terminar com a vida útil desta geração dos modelos, uma vez que a próxima será concebida e produzida pelos chineses da Geely, na China.

Esta não é a primeira associação entre a Mercedes e a Renault, que ocasionalmente se estende a outras marcas da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi. Começou com o veículo comercial Citan, que tem por base o Kangoo e é mesmo fabricado pelos franceses, tendo depois continuado com o Smart, que tem por base o Renault Twingo e as respectivas mecânicas, com a marca francesa a fabricar igualmente a variante ForFour. Ainda que durante pouco tempo, a Mercedes comercializou a pick-up Classe X, na realidade uma Nissan Navara fabricada em Espanha pela marca japonesa, mas com interiores mais luxuosos e linhas muito mais atraentes.

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Como em todas as parcerias, também nesta todos lucram. A Renault e a Nissan porque facturaram uma verba avultada pela cedência dos seus veículos e aparelho produtivo, com Mercedes a incorporar na sua gama os veículos de que necessitava com investimentos muito inferiores. A Mercedes forneceu ainda aos franceses o seu know-how para melhorar os seus topos de gama, com ênfase para o Espace, recebendo da Mercedes assessoria sobre como incrementar a qualidade da montagem para transmitir uma maior sensação de robustez, tão aplaudida na Mercedes.