O ex-desembargador Rui Rangel foi acusado de 20 crimes no encerramento da Operação Lex. A procuradora-geral adjunta Maria José Morgado imputa-lhe a alegada prática de dois crimes de corrupção passiva para ato ilícito, um crime de recebimento indevido de vantagem, quatro crimes de abuso de poder, seis crimes de falsificação de documento, seis crimes de fraude fiscal e um crime de branqueamento de capitais. O número exato dos crimes foi revelado pelo Expresso e confirmado pelo Observador no despacho de acusação a que tivemos acesso.

Morgado imputa ainda um conjunto alargado de crimes a 17 arguidos, segundo um comunicado da Procuradoria-Geral da República que acabou de ser emitido, entre três juízes desembargadores, dirigentes do Benfica, advogados e um ex-empresário de futebol.

Um desses arguidos é Luís Filipe Vieira. O presidente do Benfica vai ter responder judicialmente pela alegada prática de um crime de recebimento indevido de vantagem por ter alegadamente prometido a Rangel um cargo no clube da Luz, além de lhe oferecido viagens para acompanhar jogos internacionais do Benfica. Tudo a troco de uma alegada influência do então juiz desembargador numa ação pendente num tribunal administrativo e fiscal.

Fernando Tavares é outro dirigente do Benfica acusado na Operação Lex. Tavares terá sido o intermediário entre Vieira e Rangel, tendo sido igualmente acusado como co-autor do crime de recebimento indevido de vantagens. Tavares é membro da direção do Benfica como vice-presidente, tendo a tutela do gabinete Benfica Olímpico e do futebol feminino. O mesmo aconteceu com Jorge Barroso, advogado e assessor de Vieira no clube da Luz.

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