O presidente do PSD, Rui Rio, anunciou que o partido vai entregar esta quinta-feira na Assembleia da República um pedido para que o Tribunal de Contas faça uma auditoria ao Novo Banco.

“Depois de uma reflexão que fomos fazendo, hoje [esta sexta-feira] mesmo vamos entregar no parlamento um documento para ser votado no sentido de pedirmos ao Tribunal de Contas para fazer essa auditoria o mais depressa possível”, declarou o social-democrata. Para o também deputado, na “próxima fatura que o Novo Banco apresentar aos contribuintes portugueses” é preciso “ter a certeza que até à data” não se andou a “dar dinheiro a mais” à instituição.

Rui Rio falava aos jornalistas na ilha do Pico, no segundo e último dia de visita aos Açores a propósito das eleições no arquipélago, marcadas para 25 de outubro.

O presidente do PSD disse ser “absolutamente fundamental” existir uma auditoria “verdadeiramente independente” àquilo que foram as vendas realizadas pelo Novo Banco e que “implicaram muitos prejuízos”, que acabaram por ser “pagas pelos portugueses”. O líder social-democrata afirmou que os portugueses “neste momento não têm noção nenhuma” sobre as contas do banco e salientou que o PS, em princípio, “estará de acordo” com a proposta de auditoria às vendas do Novo Banco. “Vamos entregar isso no parlamento, parece segundo ouvi nas notícias que outros partidos, nomeadamente o PS estará também de acordo, tanto melhor, porque eu acho que é absolutamente vital para os portugueses saberem isso”, apontou.

Diferente da proposta de auditoria, distinguiu, é a “avaliação política do contrato” de venda, que deverá ser analisada em “sede de inquérito parlamentar”.

Independentemente de o contrato estar bem feito ou mal feito tem de ser cumprido. Mas o contrato cumprido, é pagarmos o que devemos. Não é pagarmos o que o não devemos”, declarou, referindo-se o contrato de compra e venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star.

Sobre as negociações para o próximo Orçamento do Estado, o presidente do PSD disse tratar-se de uma “confusão que está instalada” entre os partidos de esquerda, mas que não “diz respeito” ao PSD. “Não me diz respeito, cuido de ver o documento [o orçamento do Estado] quando ele for apresentado e não é para falar uma hora depois. É para falar depois de ter visto, depois de ter estudado e de ter uma opinião sustentada”, salientou.