Ainda não é oficial o que fará a Itália durante a quadra festiva, mas o ministro dos Assuntos Regionais, Francesco Boccia, diz que “se for preciso comemorar o Ano Novo em casa, assim será”. Em entrevista ao canal de televisão Rainews 24, pediu “rigor para se evitar uma terceira vaga” da pandemia, enquanto outros responsáveis do Executivo vão apelando a que “não se demore” a comunicar as regras do jogo à população.

“É necessário comemorar o Ano Novo? Celebramos em casa. Se decidimos que há recolher obrigatório, então fica-se em casa independentemente do que houver. É preciso fazer isso”, apontou Francesco Boccia acrescentando que o recolher obrigatório se deverá manter às 22 horas na noite de Ano Novo numa altura em que o novo decreto com as medidas para conter a pandemia para o mês de dezembro se encontra em fase de finalização.

Não são de esperar, no entanto qualquer abrandamento das restrições. O plano do Governo será apresentado na próxima quinta-feira, 3 de dezembro mas o vice-ministro da Saúde, Pierpaolo Sileri, já anunciou que no próximo decreto “os movimentos entre regiões vão ser limitados” mesmo entre regiões na zona amarela, ou seja, de risco moderado de contágio e que as refeições devem ficar limitadas a grupos de seis pessoas.

Questionada sobre a hipótese de impedir as deslocações entre regiões a partir de 20 de dezembro, a subsecretária de Estado da Saúde, Sandra Zampa, afirmou que “ainda se está a trabalhar nas hipóteses restritivas mais severas”, mas que ainda falta o decreto do Conselho de Ministros.

“Todas as hipóteses que surgem nos jornais criam uma ansiedade impressionante e prefiro não contribuir também eu com hipóteses que ainda não estão confirmadas”, frisou a responsável citada no La Reppublica acrescentando que se irá “procurar decidir de modo a que as pessoas compreendam que é necessário deslocar-se o mínimo possível”.

Oito mil milhões e euros para empresas que sofreram com restrições aplicadas para combater a Covid-19

Sobre o plano de ajuda, o quarto desde que a pandemia fechou a terceira maior economia da zona euro em março, representa oito mil milhões de euros e permite adiar o pagamento de impostos para empresas que atuam em áreas que sofreram as medidas de contenção mais severas.

O Governo vai dar mil euros a pessoas que trabalham nos setores de turismo, artes, desporto e lazer e garantir fundos para o setor das convenções.

O plano inclui também aumentar a presença da polícia para garantir o cumprimento de medidas contra a Covid-19.

O primeiro-ministro, Giuseppe Conte, deve reunir-se esta segunda-feira com os líderes das 20 regiões do país para discutir os feriados de fim de ano, já que os especialistas de saúde alertam que as reuniões familiares no Natal podem desencadear uma terceira vaga.