O Reino Unido aprovou esta quarta-feira a vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, noticia a BBC. O país deverá começar a administrar a vacina já a partir do dia 4 de janeiro.

Depois de ter aprovado a vacina da Pfizer logo no início de dezembro, antes de Estados Unidos e União Europeia, o Reino Unido volta agora a antecipar-se e com esta autorização fica com duas vacinas contra a Covid-19 prontas a serem distribuídas pela população.

Numa mensagem publicada no Twitter, o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, disse que este é um “grande dia para a ciência britânica, apoiada pelo governo do Reino Unido e pelo Serviço Nacional de Saúde” e fala num momento de “esperança” no fim de 2020.

De acordo com a BBC, o Reino Unido encomendou à AstraZeneca 100 milhões de doses de vacinas, o que é suficiente para vacinar 50 milhões de pessoas, uma vez que cada pessoa é injetada com duas doses.

Recentemente, o responsável pela farmacêutica afirmou que a vacina da AstraZeneca tem uma eficácia de 100% — depois de o mês de dezembro ter ficado marcado por avanços e recuos sobre a taxa de eficácia do produto.

A vacina da AstraZeneca ainda não está aprovada pela Agência Europeia do Medicamento para uso nos países da UE, mas nos próximos meses estima-se que terá uma grande importância para a vacinação na UE e em Portugal.

A nível global, a UE encomendou 400 milhões de doses desta vacina, sendo uma das maiores aquisições feitas pelo bloco europeu.

A Portugal, é expectável que até março cheguem 1,4 milhões de doses daquela vacina; no total, o país poderá vir a receber 6,9 milhões de doses.

Uma das grandes vantagens desta vacina face à da Pfizer, a única atualmente disponível em Portugal, é a de que não precisa de ser guardada a temperaturas anormalmente baixas de 70ºC negativos — a da AstraZeneca pode ser guardada num frigorífico normal. Isto reduz significativamente os custos com o transporte e armazenamento do produto.