O Governo português “condena veementemente” o duplo ataque registado sábado no Níger, de que resultou “o massacre de pelo menos cem civis”, sublinhou esta segunda-feira em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). Na nota, o MNE “renova o seu apoio aos esforços internacionais de combate ao terrorismo no Níger e na região do Sahel”.

Portugal manifesta ainda solidariedade para com o povo e Governo do Níger.

O Governo português reitera a sua total solidariedade para com o povo e Governo do Níger, em reconhecimento dos profundos desafios que enfrentam no combate ao flagelo terrorista e dos esforços já encetados nesse domínio, tendo ainda em vista o processo eleitoral em curso no país”, referiu o gabinete do ministro Augusto Santos Silva.

Um ataque terrorista simultâneo a duas aldeias vizinhas provocou 100 mortos na região ocidental do Níger, considerado o pior massacre de civis no país africano perpetrado por grupos armados.

O Níger decretou hoje três dias de luto nacional e irá reforçar a segurança perto da fronteira com o Mali após o ataque de sábado, disse o ministro do Interior nigerino, Alkache Alhada. O governante nigerino também prometeu esta segunda-feira “medidas de acompanhamento” com doações de alimentos às populações afetadas pelo ataque, as mais mortíferas pelos jihadistas contra os civis no Sahel.

Os extremista islâmicos surgiram, na manhã de sábado, nas aldeias de Tchoma Bangou e Zaroumadereye, de acordo com o presidente da comuna rural de Tondikiwindi, Almou Hassane.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenou os ataques e reafirmou “a solidariedade e o apoio das Nações Unidas ao governo e ao povo do Níger na sua luta contra o terrorismo, o extremismo violento e o crime organizado”, segundo uma declaração do porta-voz, Stephane Dujarric. A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) também condenou os ataques, indicando que pelo menos mil pessoas foram forçadas a fugir, muitas a pé, numa região que já acolhe 60.000 refugiados do Mali, 4.000 pessoas que fugiram do Burkina Faso e mais de 138.000 nigerinos deslocados internamente.