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A Fenprof (Federação Nacional dos Professores) diz que o ensino à distância só é possível graças aos professores porque as escolas continuam sem conseguir dar resposta, apesar das promessas do Governo, e alerta para algumas irregularidades no processo.

“A quase totalidade dos docentes está a trabalhar em casa com o seu equipamento e afirma que tem despesas acrescidas”, lê-se no comunicado de imprensa da Fenprof baseado em mais de 4.000 respostas a um inquérito. A federação alerta ainda que muitos professores tiveram de comprar computadores porque, em muitos casos, há mais pessoas em teletrabalho na mesma casa.

A larga maioria dos professores que responderam ao inquérito (80%) teve de frequentar formações por iniciativa própria para melhor se prepararem par o ensino online, pela falta de iniciativas disponibilizadas (ou dadas a conhecer) pelo Ministério da Educação.

Um terço dos professores queixa-se que as aulas online (síncronas) têm duração igual às aulas presenciais, o que vai contra o que está estabelecido, diz a Fenprof, e metade dos professores diz que mais de metade das aulas são sessões síncronas, alguns afirmando mesmo que o número de sessões é igual. Além disso, há professores em regime presencial que deveriam estar em teletralho, denuncia o sindicato.

Perante os resultados do inquérito aos professores a Fenprof propõe que os professores sejam compensados das despesas adicionais que tiveram ou venham a ter por causa do teletrabalho e ensino online, que possam recorrer às escolas de acolhimento quando têm filhos com menos de 12 anos, que os professores que estejam em ensino presencial sejam já vacinados (e os restantes antes do fim do segundo período), que a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) verifique se a obrigatoriedade do teletrabalho está a ser cumprida e que a Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) fiscalize a organização pedagógica.

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