O pagamento do estacionamento na via pública na cidade de Lisboa vai continuar suspenso enquanto as atuais condições de confinamento se mantiverem, disse esta sexta-feira à Lusa fonte da autarquia lisboeta.

Apesar de a Câmara de Lisboa, presidida por Fernando Medina (PS), ter avançado há um mês que a medida estaria em vigor até 28 de fevereiro, a proposta aprovada pela Câmara de Lisboa e pela Assembleia Municipal de Lisboa “não prevê uma data de fim”, indicou fonte oficial do gabinete do vereador da Mobilidade, Miguel Gaspar.

Enquanto as condições do confinamento se mantiverem esta suspensão também se mantém”, afirmou.

Os residentes com dístico continuam, assim, a poder “estacionar gratuitamente em qualquer parque” da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL).

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Os dísticos que estivessem válidos em 15 de janeiro estão válidos até 31 de março.

Os fiscais da EMEL continuam também a fiscalizar o cumprimento do código da estrada, no que diz respeito ao estacionamento em passeio ou em passadeira de peões.

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, em 2 de fevereiro, a suspensão temporária do pagamento de estacionamento na via pública tarifado pela EMEL, com os votos contra do PS e a favor das restantes forças políticas.

Câmara de Lisboa suspende pagamento de estacionamento até final de fevereiro

A medida (proposta pelo CDS) já tinha sido aprovada pela Câmara de Lisboa, em 21 de janeiro, com os votos favoráveis do PSD, CDS, BE e PCP e os votos contra do PS, que tem um acordo de governação da cidade com o Bloco. A proposta precisava, porém, do aval da AML.

Três dias depois (24 de janeiro), a autarquia, presidida por Fernando Medina (PS), anunciou que o pagamento do estacionamento iria ser suspenso de 25 de janeiro a 28 de fevereiro.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.508.786 mortos no mundo, resultantes de mais de 112,9 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.243 pessoas dos 802.773 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.