A União Europeia vai receber menos vacinas do que as esperadas para o segundo trimestre. A Comissão Europeia reconheceu que só serão distribuídos 300 milhões de doses, contra os 380 milhões acordados com as quatro farmacêuticas — Pfizer/BioNTech, Moderna, AstraZeneca e Janssen —, noticiou o jornal El País.

A Comissão Europeia não revelou que companhias vão falhar no compromisso, mas a AstraZeneca volta a estar sob escrutínio depois de ter falhado nas entregas do primeiro trimestre — menos 10% do que estava previsto, até agora.

Mesmo a perspetiva de uma quebra de 20% nas doses do segundo trimestre acordadas é uma estimativa otimista, refere o jornal El País. Se a AstraZeneca tiver problemas na produção ou distribuição ou se não receber a quantidade de doses esperadas dos países fora da União Europeia que as estão a produzir, a quebra pode ser maior.

Perante as falhas no compromisso de entrega por parte da AstraZeneca, a Itália bloqueou a exportação de vacinas da companhia para a Austrália. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu em Bruxelas, esta segunda-feira, que os outros países da União Europeia o façam perante o incumprimento da farmacêutica.

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Enquanto AstraZeneca “não puder explicar porque não estão a fazer entregas na Europa, temos um problema ao ver as doses produzidas na Europa a irem para outro lugar”, disse Ursula von der Leyen citada pela Bloomberg. “Acho que é da responsabilidade da empresa organizar as suas entregas”.

A Comissão Europeia continua, no entanto, a acreditar ser possível vacinar 255 milhões de pessoas (70% da população adulta) até ao final do verão.