Um homem suspeito de participar no roubo, em 2019, da obra atribuída a Banksy pintada numa porta do teatro parisiense Bataclan em homenagem às vítimas dos atentados terroristas foi detido e acusado, disse na quarta-feira fonte judicial.

O homem, nascido em 1987, era procurado e tinha sido detido a 10 de março em Isere (centro-leste de França) e “acusado, na segunda-feira, de roubo organizado e colocado sob custódia”, disse a fonte.

De acordo com o diário Le Parisien, o homem era o último membro em liberdade de um grupo suspeito de ter roubado a obra do famoso artista de rua britânico e admitiu os factos.

Seis outras pessoas foram acusadas em junho de 2020 – duas por roubo organizado e quatro por ocultação de roubo – e presas.

Seis suspeitos de roubar obra de Banksy do Bataclan em Paris em prisão preventiva

Na noite de 25 para 26 de janeiro de 2019, três homens mascarados cortaram a porta traseira do cabaré Bataclan, em Paris, onde tinha sido feira a obra e puseram-se em fuga com ela numa carrinha com matrículas ocultas.

Obra atribuída a Banksy roubada da sala parisiense Bataclan

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Naquela porta de metal, o artista de rua Banksy tinha pintado durante 2018 com estênceis e tinta branca “a jovem triste rapariga” em homenagem às 90 pessoas mortas no atentado terrorista no local, a 13 de novembro de 2015.

A obra foi encontrada em Itália um ano e meio depois de ter sido roubada, em junho de 2020, numa quinta em Abruzzo, durante uma operação conjunta das polícias francesa e italiana.

Polícia recupera em Itália obra de Banksy roubada em 2019 do Bataclan de Paris

Entregue à França pelas autoridades italianas, a porta foi colocada sob forte vigilância nas instalações da polícia judiciária parisiense.

Entre os suspeitos está Mehdi Meftah, criador de uma marca de “t-shirts” de luxo chamada “BL1.D” cuja particularidade é coser barras de ouro de 18 quilates no decote das peças. É suspeito de ter ordenado o roubo, o que contesta, e de acordo com os seus cúmplices, queria “a porta para uma das suas casas que está a renovar”, disse à AFP uma fonte próxima da investigação.