A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou que vai ser criado, no sábado, um “perímetro mais alargado para demover o início dos ajuntamentos” junto ao Estádio da Luz, que será palco do dérbi entre Benfica e Sporting, apelando a que os adeptos dos dois clubes fiquem em casa.

“Não se desloquem ao estádio, porque vão haver constrangimentos enormes” de circulação, disse o intendente Francisco Alves em conferência de imprensa na tarde desta sexta-feira. “Fiquem em casa. Não se desloquem ao estádio sem terem um motivo aparente”, acrescentou.

A PSP anunciou que o perímetro de segurança vai ter início a partir das 15h00 de sábado, com “fortes constrangimentos” na Avenida Machado Santos, na rua Frei Luís de Granada, no Alto dos Moinhos e na Avenida Lusíada (caso seja necessário).

Nesse sentido, o intendente Francisco Alves apelou a que os adeptos fiquem em casa e recordou o “dever cívico de recolhimento” em vigor no âmbito do estado de calamidade em vigor. Contudo, garantiu que as autoridades estão dispostas a “ajudar” e a dar “acesso livre” a quem precise realmente de se deslocar para as imediações do Estádio da Luz, referindo-se, particularmente, às pessoas que vivem naquela zona.

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O intendente Francisco Alves recordou que o consumo de álcool nas imediações do estádio é proibido e acrescentou que vão ser destacados spotters para junto dos adeptos.

Como aconteceu até aqui durante esta época desportiva, o jogo entre Benfica e Sporting, marcado para as 18h00 de sábado, não terá adeptos nas bancadas, mas a PSP defende a necessidade de um “perímetro mais alargado” para que “as equipas possam entrar em devido tempo e segurança”, bem como para “demover o início dos ajuntamentos”. “Vamos trabalhar na raiz”, assegurou o intendente da PSP.

Questionado sobre o que correu mal nas celebrações dos adeptos do Sporting na passada terça-feira, Francisco Alves disse que o importante é “o presente e o futuro”. “Relativamente à situação dos festejos no Marquês [de Pombal], está a correr um inquérito. Será discutido em sede própria, que não é esta, seguramente”, sublinhou Francisco Alves, saindo depois em defesa dos policias.

“Algumas pessoas pensam que os polícias são de ferro, mas eles não são. São de carne e osso”, disse o intendente Francisco Alves. “Também têm as suas famílias, pessoas que estão à sua espera, a sofrer”, acrescentou.