Depois de saber que Rui Moreira será julgado no âmbito do caso Selminho, acusado do crime de prevaricação e com a possibilidade de perder o mandato, o candidato do PSD à Câmara Municipal do Porto admite que o debate político “não deve ser centrado em questões de ordem judicial”, mas não ignora a “enorme gravidade” do processo.

Vladimiro Feliz considera que o atual autarca encontra-se “numa posição de grande fragilidade”, com “uma acusação muito pesada”, e por isso questiona se Moreira tem condições para se recandidatar ao cargo. “A partir de hoje, o Dr. Rui Moreira, se for candidato a Presidente da Câmara do Porto, não tem condições de assumir que cumprirá integralmente o seu mandato. Tal, não depende, sequer, da sua vontade”, afirma em comunicado.

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O candidato do PSD critica ainda a reação “emotiva, precipitada e leviana” de Rui Moreira à decisão do Tribunal de Instrução Criminal do Porto na passada terça-feira, onde garantiu que a mesma não irá influenciar a avaliação relativamente a uma eventual recandidatura. “Tal afirmação é, em minha opinião, demasiado precipitada e irresponsável”, sublinha Vladimiro Feliz, acrescentando que a cidade “corre o risco de ter, pela primeira vez na sua história, um presidente que não sai dos Paços do Concelho pela porta grande”.

Perante o polémico e antigo Caso Selminho, o candidato social democrata ao município do Porto pede a Rui Moreira “uma séria reflexão” e uma “ponderação acrescida” sobre a sua possível recandidatura, exigindo ainda uma “explicação transparente e fundamentada”. “Uma eventual decisão de recandidatura exige argumentação bem mais sustentada do que limitar-se a repetir, de forma populista, que este é um processo político, que só acontece porque estamos perto de eleições”, afirma, acrescentando que estes argumentos são “insultuosos”.