A Câmara Municipal do Porto garante que este ano, devido à pandemia, a noite mais longa do ano na cidade “não contará com o tradicional fogo de artifício nem com os concertos na Avenida dos Aliados”. Ainda assim, o presidente da Câmara, Rui Moreira, admitiu esta segunda-feira não saber como é que as pessoas se vão comportar. “Como é que as pessoas vão andar? Não faço ideia. E quando houver ajuntamentos? Se é a PSP que tem de intervir, que intervenha. Não me peçam para dizer o que vai suceder ou não. Lembro-me que no ano passado as pessoas ficaram basicamente em casa, acho que este ano vai haver mais pessoas na rua”, declarou o independente.

O autarca pediu ainda para que não se critique a PSP. “Se amanhã todos os portuenses resolverem ir para a rua no São João, só num estado policial é que era possível impedi-los. A polícia não serve para isso. A ideia de que a polícia pode reprimir o comportamento generalizado dos cidadãos é uma visão fascista. Não tenho uma visão fascista. A polícia deve reprimir aquilo que são os comportamentos excecionais de cidadãos que não se conformam com a ordem. Não pode, naturalmente, reprimir se toda a gente vier para a rua”, advertiu Moreira.

O independente assumiu também a sua “perplexidade” perante algumas das medidas anunciadas pelo Governo para combater a Covid-19. “Todos nós hoje vivemos com enorme perplexidade relativamente às medidas que um dia nos são anunciadas, às previsões que nos são feitas. Todos nós. Digam-me quem é que não sente total perplexidade com a ideia de que nós vamos ter de ir de máscaras para a praia. Ninguém entende. Não consigo explicar à minha neta porque é que ela para ir à praia tem de ir de máscara”, criticou.

Três zonas de diversão já estão a funcionar na cidade

Rotunda da Boavista, Fontainhas e Lordelo do Ouro são os três pontos da cidade que se converteram em parques de diversões, onde já pode encontrar carrosséis, carrinhos de choque, mesas de matraquilhos, farturas e manjericos a lembrar a quadra de S. João. “Esta atividade, recorde-se, está relacionada com o apoio que a Câmara do Porto formalizou com o setor das diversões itinerantes, que foi fortemente afetado pela pandemia”, revela o município ao Observador, acrescentando que na semana passada foi assinado um protocolo relacionado com a ocupação e exploração destes três espaços públicos na cidade, de 21 maio e 30 de junho, por empresas do setor.

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“O apoio municipal é materializado através da isenção do pagamento das habituais taxas e licenciamentos, no valor de 155 mil euros, da garantia do policiamento dos três espaços identificados durante o seu horário de funcionamento, bem como da infraestrutura elétrica dos locais cedidos até ao valor máximo de 30 mil euros”, adianta a autarquia na mesma resposta.

Estes equipamentos de diversão têm uma lotação reduzida e todas as medidas de segurança impostas, funcionam de domingo a quinta-feira, das 16h às 22h30, sendo que às sextas, sábados e vésperas de feriados, o horário é alargado, das 12h às 22h30. Já os espaços de restauração estão abertos das 12h às 22h30.