Carlos Moedas já fechou a equipa que o vai acompanhar nas próximas autárquicas. O anúncio será feito em breve e é provável que venha a provocar alguns calafrios à direita: a concelhia do PSD em Lisboa ficou sem qualquer representação nos lugares elegíveis e João Gonçalves Pereira, líder da distrital do CDS/Lisboa e até aqui vereador na autarquia, ficou fora da corrida.

Como há muito circulava nos bastidores de PSD e CDS, Filipe Anacoreta Correia, presidente do Conselho Nacional dos democratas-cristãos, será o número dois da lista em Lisboa. Próximo de Francisco Rodrigues dos Santos, foi a primeira escolha do partido para integrar a coligação com Carlos Moedas.

Quando já se especulava sobre o possível afastamento de Gonçalves Pereira, os críticos da atual direção do CDS chegaram a acusar Rodrigues dos Santos de estar a liderar uma “tentativa de purga e saneamento político”. O líder democrata-cristão não recuou na decisão.

Mesquita Nunes acusa direção de estar a preparar “saneamento político”. “Acusações ofensivas”, diz líder do CDS

A grande surpresa, no entanto, é a aposta da independente Joana Castro Almeida como terceira da lista. Formada em Engenharia do Território no Técnico, doutorou-se em 2013, e é docente há 20 anos. Especializou-se sobretudo na gestão e mediação de conflitos no território e nas dinâmicas de transformação de bairros históricos.

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Filipa Roseta, deputada e vereadora do PSD em Cascais entre 2017 e 2019, surge em quarto. Diogo Moura, líder da concelhia do CDS/Lisboa e líder da bancada municipal do partido, será quinto.

Outra surpresa é inclusão de Ângelo Pereira, líder da distrital do PSD/Lisboa e candidato nas últimas autárquicas de Oeiras. O social-democrata vai no sexto lugar.

A fechar a lista outros dois independentes: Laurinda Alves, jornalista, escritora, professora universitária e colaboradora residente no Observador, será sétima; o virologista Pedro Simas também aceitou o desafio de Moedas para ser candidato a vereador.