Os chineses também tiveram de enfrentar a fúria das cheias de Julho e uma das áreas mais afectadas foi Zhengzhou, uma das principais cidades do país, com um pouco mais de 6,7 milhões de habitantes. Entre os danos, que o Estado avalia em 133,7 mil milhões de yuan, houve mais de 400.000 viaturas destruídas, um número incrivelmente elevado e que corresponde a cerca do dobro dos modelos novos que se vendem em Portugal durante dois anos.

Os responsáveis pela província acreditam que será necessário um ano para recuperar a normalidade. As autoridades locais estimam que mais de 14 milhões de habitantes da província de Henan foram afectados pelo dilúvio e pelas cheias que se seguiram, o que levou ao realojamento de 930.000 pessoas, de acordo com o Global Times.

Não se consegue evitar vítimas mortais num desastre desta magnitude, pelo que não são de estranhar os 302 mortos, a que nesta altura é preciso juntar 50 desaparecidos, sendo que os danos provocados pelas enxurradas são vastos. Tanto em meios urbanos, como no campo, onde 1 milhão de hectares de colheitas terão sido afectados.