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Jerónimo acusa Costa de querer “calar os eleitos da CDU” e desafia PS: “É bom que passe das palavras aos atos”

Jerónimo visitou comício de João Ferreira, em Lisboa, acompanhado pelo Estado-maior do PCP. Disparou contra a "propaganda" do PS, exigiu que "emende a mão" e prometeu: o PCP "não desiste".

Jerónimo esteve esta quinta-feira no comício de João Ferreira, em Lisboa
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Jerónimo esteve esta quinta-feira no comício de João Ferreira, em Lisboa

FILIPE AMORIM/OBSERVADOR

Jerónimo esteve esta quinta-feira no comício de João Ferreira, em Lisboa

FILIPE AMORIM/OBSERVADOR

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Jerónimo de Sousa veio, ao fim da tarde desta quinta-feira, juntar-se à campanha de João Ferreira e trouxe o Estado-maior do PCP em peso — na primeira fila do comício da CDU no Bairro Padre Cruz, em Lisboa, sentam-se figuras dos órgãos mais restritos do PCP, como Jorge Cordeiro e Francisco Lopes.

Defendendo que João Ferreira reúne “todas as condições” para “assumir a responsabilidade” da presidência da câmara — os argumentos passam sempre pela “experiência” e as “provas dadas” –, Jerónimo começou por explicar porque é que a CDU, que se serve da sua influência para pressionar o Governo nos dossiês sob sua tutela, é a melhor opção no boletim de voto: “A CDU não se cala, não desiste de agir junto de quem quer que seja até que os problemas sejam resolvidos!”.

“Bem queria o secretário-geral do PS calar os eleitos da CDU quando exigem aquilo de que as populações precisam. Era o que faltava, camaradas!”, exclamou, arrancando um grande aplauso à audiência. Continuou por aí fora: “Bem pode o PS propagandear os milhões da bazuca; enquanto a larga maioria for para o grande capital, terá sempre a resposta das populações”.

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Jerónimo foi enumerando, mais uma vez, o caderno de encargos do PCP a nível nacional. Primeiro, lembrando as notícias que dão conta da redução do número de médicos em exclusividade — e lembrando que o PCP propôs a exclusividade, contra a qual o PS votou, e a fixação de médicos em zonas carenciadas, “que está em vigor, o problema é que o Governo não concretiza porque não está interessado”.

É, mais uma vez, o principal tema de confronto entre comunistas e Governo: a execução do atual Orçamento, sem a qual o PCP recusa negociar em pormenor o próximo. E Jerónimo promete que estas são “duas questões de que não vamos desistir até as ver contempladas” — o que só provam que a “presença” e o “reforço” da CDU são ainda mais “indispensáveis”.

No comício, além da tradicional Carvalhesa, ainda se cantou fado

FILIPE AMORIM/OBSERVADOR

Por entre as medidas que conseguiu, sim, aprovar e que justificaram a viabilização do último OE — Jerónimo elencou o pagamento dos salários em lay-off, o prolongamento do subsídio de desemprego, as creches gratuitas para 20 mil crianças — mas também as que não foram adotadas — medidas laborais, prolongamento das moratórias — o líder do PCP deixou avisos.

Alguns são imediatos: como Jerónimo recordou, nesta sexta-feira serão votadas no Parlamento propostas para fixar o preço máximo dos combustíveis e para revogar a “lei dos despejos”: “Amanhã se verá se PS e Governo terão coragem de escolher o lado das famílias e pequenas e médias empresas ou dos grandes interesses. O PS terá amanhã a oportunidade de emendar a mão e corrigir as suas anteriores posições. É bom que passe das palavras aos atos na defesa das populações”, alertou. “Há muitas lutas para concretizar. O país precisa de avançar”.

Da lista de Jerónimo fazem ainda parte o aumento de salários (mínimo, médio e geral), o combate à precariedade, revogação das leis laborais da troika, aumento de pensões, desagravamento dos impostos mais baixos, creches gratuitas para todas as crianças. Tudo “razões para apoiar a CDU” — até porque dar força ao partido será um “contributo para poder dar novos passos”, a nível local mas também nacional.

FILIPE AMORIM/OBSERVADOR

João Ferreira aponta “fracassos” de PS e BE

No Bairro Padre Cruz, um dos mais de 60 bairros municipais de Lisboa, ouvia-se fado amador à hora do início do Comício. Numa junta que é governada pelo PCP, os comunistas decidiram juntar-se, ouvir quem canta fado em Carnide e fazer uma espécie de comício-celebração.

Depois de se ouvir que “cheira a Lisboa” ou fados de Vasco Santana, foi a vez de se ouvir João Ferreira, que subiu ao palco após o discurso — muito aplaudido — do atual presidente da junta e recandidato, Fábio Sousa.

“Este é o primeiro grande comício que a CDU faz nesta campanha oficial. Poderão perguntar-se: porquê aqui? Não é uma coisa comum que se venham aqui fazer comícios, candidatos, o secretário-geral”, começou por dizer João Ferreira. “A primeira razão é pelo exemplo: este é um exemplo daquilo que não pode ser esquecido em Lisboa”, e que fica à margem “dos investimentos e turismo”.

FILIPE AMORIM/OBSERVADOR

Depois, passou às críticas concretas: “Voltamos a ouvir promessas de milhares de fogos acessíveis, mesmo de alguns dos que prometiam o mesmo há quatro anos. Diziam, o PS, seis mil fogos; outro, o BE, sete mil. Nem mil! Foi um fracasso”, sentenciou, puxando pelos louros da CDU com o programa PACA, de reabilitação de casas da câmara. Mais um tiro contra a atual maioria: “A câmara arrecadou, em receitas da taxa turística, mais do que investiu em todos os 66 bairros municipais. Diz muito do que foram as prioridades” dos dois partidos.

Houve ainda tempo para um ataque a Carlos Moedas, pelas críticas que faz à Gebalis na gestão dos bairros municipais — “tem faltado dizer que esses partidos [PSD e CDS] degradaram as condições da Gebalis”. “Temos há praticamente 20 anos oferta de habitação social estagnada nesta cidade. A câmara tem de pressionar o Governo para que assuma as responsabilidades que lhe cabem na habitação social”.

O que Ferreira quer, rematou, é um “novo governo alternativo da cidade” — e para isso pede a quem o ouve que aposte nas conversas com “o vizinho do lado, um familiar, um colega de trabalho” para espalhar a palavra.

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