António Fonseca tem muitos quilómetros nas pernas desde que começou a campanha eleitoral para a Câmara Municipal do Porto. A diferença para as campanhas anteriores é muita. Fonseca candidatou-se e venceu duas vezes, em nome do movimento de Rui Moreira, na junta de freguesia do Centro Histórico e é exatamente aí que consegue o auge da fama. Ainda assim, com moderação.

Se nessa zona da cidade praticamente toda a gente conhece o candidato independente que se candidata pelo Chega, nas outras zonas da cidade é um desconhecido. A grande maioria das pessoas nunca o viu, não sabe quem é, nem mesmo que é presidente de uma junta do Porto. “Não o conheço, nunca o vi”, responde um portuense após receber um panfleto das mãos do próprio. Ao apontar para a fotografia, Fonseca diz ao que vai: “Sou eu aqui, sou candidato à câmara.”

Não há tempo para muito, o ritmo é rápido e é preciso palmilhar muitas zonas para chegar ao objetivo. António Fonseca ambiciona a vereação, acredita que é possível, mas tem os pés assentes na terra. “Temos de trabalhar mais do que os outros, não temos dinheiro para grandes outdoors, mas temos pernas para distribuir muitos panfletos”, diz, enquanto olha para trás e tenta perceber se há possibilidade de avançar.

A equipa que o segue o candidato é pequena, as caras são sempre as mesmas. No primeiro dia eram pouco mais de dez, mas ao longo da semana foram diminuindo. Glória Gonçalves, segunda na corrida, está sempre presente, bem como Patrícia Tellechea, que também segue na lista. Alguns candidatos às juntas de freguesia vão aparecendo em dias específicos, mas Fonseca chega a andar só com quatro pessoas e uma assessora.

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