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Depois de dirigir a Peugeot com o sucesso que se lhe reconhece, Jean-Philippe Imparato viu a Stellantis confiar-lhe a Alfa Romeo, que também caminha rumo à electrificação. Numa entrevista à Caradisiac, Imparato avançou que a sua marca se deve focar sempre no condutor, com o mínimo de ecrãs possíveis. “Estou a vender Alfa Romeo e não iPad com um carro à sua volta”, afirmou o CEO.

Apostado em que a Alfa continue a ser uma marca que produza veículos divertidos de conduzir, sejam eles berlinas ou SUV, o CEO sabe que tem de proporcionar aos seus condutores maior conectividade, mais funções e um maior potencial de sincronização com outros dispositivos, a começar pelos smartphones. Mas Imparato não quer abrir mão do ambiente desportivo a bordo, com um painel de instrumentos centrado no que é mais importante e um ecrã central com a dimensão mínima para que seja legível e funcional.

Jean-Philippe Imparato e o novo Tonale

O CEO francês da marca italiana tem vários problemas pela frente, sendo um deles a total ausência de electrificação, uma vez que as plataformas foram concebidas num período em que isto ainda não era uma necessidade. Para recuperar este atraso, a Alfa será das primeiras a trocar a plataforma Giorgio que utiliza no Giulia e no Stelvio pela nova STLA, a arquitectura para veículos de grandes dimensões 100 eléctrica.

Até lá, vai electrificar grande parte da sua gama, com versões híbridas plug-in, mas não com as mecânicas que o antigo grupo FCA tinha preparado – como já aconteceu no Tonale, que Imparato mandou parar até se encontrar uma solução mais potente e com mais bateria –, devendo ser mesmo mais exigentes do que as utilizadas nas marcas do antigo grupo PSA. Certo é que, para Jean-Philippe Imparato, mais capacidade de bateria não será sinónimo de ecrãs king size, ou de um conjunto de vários ecrãs sob uma placa de vidro única, como na Mercedes.

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