Agosto foi mês de nova queda da taxa de desemprego, que recuou 0,2 pontos percentuais face ao mês anterior para 6,4%, segundo os dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE). O indicador está a cair desde maio. Especificamente no caso dos jovens (16 a 24 anos), a taxa também diminuiu: está nos 22,6%.

A informação divulgada pelo INE revela ainda que, em termos globais, a população desempregada foi estimada em 325,9 mil pessoas, uma quebra de 4,1% face ao mês anterior, mas de 20,9% em relação ao mesmo mês de 2020. Porém, a população empregada (que correspondeu a 4,799 milhões de pessoas),  também recuou — 0,6% face a julho, depois de seis meses a subir, e 3,8% face a período homólogo.

Apesar de agosto ter sido um mês de contínuo desconfinamento, nomeadamente devido aos avanços na vacinação, a população inativa aumentou em relação ao mês anterior (1,6%, o que equivale a 41 mil pessoas), mas recuou 2,5% (73,5 mil) face há um ano. A população inativa contabilizada pelo INE agrega as pessoas que, não tendo trabalho, não procuram ativamente emprego e/ou não estavam disponível para trabalhar na semana de referência em estudo. Este indicador tinha aumentado muito no início da pandemia devido a diversos entraves como a necessidade de tomar conta dos filhos com o encerramento das escolas (o que impedia a procura de emprego ou a disponibilidade em trabalhar), assim como as ordens de confinamento.

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A população inativa, seguindo a tendência de meses anteriores, tem maior presença de mulheres (1,451 milhões) do que de homens (1,102 milhões).

Taxa de desemprego jovem está no valor mais baixo desde maio do ano passado

É certo que os meses de junho a agosto costumam ser marcados pelo aumento das contratações devido ao efeito do verão, nomeadamente em setores com grande presença de jovens, como o turismo ou a restauração. E a taxa de desemprego jovem está a seguir esse caminho: está no valor mais baixo desde maio do ano passado (uma mês ainda marcado por fortes restrições).

O indicador recuou 0,8 pontos percentuais em agosto, fixando-se em 22,6%, quando no mesmo mês do ano passado estava nos 26,7%. Há 74,8 mil jovens sem emprego.