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O Ministério Público decidiu arquivar o processo das alegadas irregularidades na vacinação contra a Covid-19 no Hospital Cruz Vermelha, que levaram à demissão de Francisco Ramos, então coordenador da task force para o Plano de Vacinação Covid-19, informou o Hospital da Cruz Vermelha em comunicado enviado às redações.

Hospital da Cruz Vermelha e Santa Casa não dizem que “irregularidades” foram detetadas. IGAS está a investigar

Francisco Ramos era também presidente da Comissão Executiva do Hospital da Cruz Vermelha — cargo que tinha assumido em dezembro de 2020, depois do hospital ter sido comprado pela Santa Casa da Misericórdia.

Em fevereiro, o então coordenador da task force detetou irregularidades no processo de seleção dos profissionais de saúde do Hospital da Cruz Vermelha a serem vacinados e decidiu demitir-se.

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Na altura, somavam-se as denúncias de vacinação indevida e atropelos às prioridades no processo de vacinação. Também no hospital, Francisco Ramos terá encontrado problemas nos critérios de prioridade, como a vacinação de um médico reformado e de outro que estava de baixa há um ano, reportou o Observador na altura.

A investigação pedida por Francisco Ramos e conduzida pela Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS) foi arquivada em julho, informou o Hospital da Cruz Vermelha. E, agora, também o inquérito promovido pela Polícia Judiciária resultou em arquivamento.