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A célula do Estado Islâmico no Afeganistão tem capacidade para atacar os Estados Unidos (ou outros países no exterior) nos próximos seis a 12 meses — e planeia fazê-lo —, segundo dados recolhidos pelos serviços secretos norte-americanos citados por um membro do Pentágono no Congresso.

A comunidade de serviços secretos estima que, atualmente, tanto o ISIS-K [grupo do Estado Islâmico baseado na província de Khorasan, Afeganistão] como a Al-Qaeda têm a intenção de conduzir operações externas, incluindo contra os Estados Unidos, ainda que nenhum dos dois tenha atualmente capacidade para o fazer”, disse Colin Kahl, subsecretário da Defesa para Política, citado pelo jornal The Guardian.

O ISIS-K pode criar essa capacidade dentro de seis a 12 meses, disse Colin Kahl, e a Al-Qaeda em um ou dois anos. Falta agora saber se os talibãs, que tomaram o poder no Afeganistão depois da saída dos Estados Unidos, têm a capacidade (e vontade) para deter os grupos extremistas no país.

Quanto ao ISIS-K, os talibãs poderão estar determinados a travá-los, uma vez que são inimigos declarados, disse Kahl, mas já rejeitaram, no início do mês, qualquer ajuda dos Estados Unidos. Quanto à Al-Qaeda, a situação é diferente: no passado os talibãs protegeram membros da Al-Qaeda.

Quanto aos Estados Unidos, será difícil combater ou interferir nas células terroristas sem ter tropas no terreno, desde que abandonaram o Afeganistão em agosto de 2021, referiu a Reuters.

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