Fonte ligada a Vítor Baía nega que o agora vice-presidente do FC Porto tenha o ordenado penhorado por causa de uma dívida antiga no valor de cerca de 5,4 milhões de euros, noticiada hoje pelo Correio da Manhã. Segundo o jornal, ação decorreria da Parvalorem, o veículo público que ficou com os ativos tóxicos do extinto Banco Português de Negócios (BPN), como forma de garantir o pagamento da dívida em questão, mas a fonte ligada ao ex-guarda-redes portista garante que Baía negociou e saldou já todo o montante em falta, e que já está apenas por liquidar a parte relativa aos seus dois sócios.

O CM escrevia na edição de hoje que o ex-jogador, e agora administrador da Porto SAD, ganha à volta de 15.500 euros brutos por mês e ficaria apenas cim um vencimento de 1.995 euros, ou seja, o equivalente a três salários mínimos em 2021, já que a lei estabelece que umaa pessoa com o salário penhorado mantenha, no máximo, esse valor. Algo que a fonte conhecedora do processo rebate por completo, garantindo que Vítor Baía não tem qualquer parte do seu salário como dirigente portista cativada pelo Estado e que não houve qualquer penhora depois do verão do ano passado.

Em causa está a dívida da Storehouse – Investimentos Imobiliários, empresa controlada por Vítor Baía e dois sócios, que a fonte ligada ao dirigente portista garante aliás estar garantida desde logo por hipotecas sobre imóveis desta sociedade, porque existiam activos imobiliários. Desde 2014 que a Parvalorem e a Storehouse entraram em negociações, mas segundo a fonte ligada a Vítor Baía só o dirigente portista conseguiu chegar a acordo. Falta o montante relativo aos restante dos sócios.

Segundo o CM, Baía tentou negociar a dívida em setembro do ano passado, propondo pagar à Parvalorem 200 mil euros em oito anos. Os dois empresários que com ele mantinham a empresa não concordaram e não houve acordo total, mantendo-se as negociações com as partes.

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