Siga aqui o nosso liveblog sobre a guerra na Ucrânia
O primeiro-ministro húngaro colocou esta sexta-feira em dúvida a adesão da Ucrânia à NATO. As declarações de Viktor Orbán surgem em oposição às de Jens Stoltenberg, o secretário-geral da NATO, que no encontro do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, na base aérea de Ramstein, na Alemanha, disse que o tema gerava unanimidade no seio da aliança atlântica.
“Todos os aliados da NATO concordam que a Ucrânia será membro”, disse Stoltenberg durante a manhã. “Os aliados da NATO concordaram que a Ucrânia se tornará membro da nossa aliança, mas, ao mesmo tempo, essa é uma perspetiva de longo prazo, e a questão agora é garantir que a Ucrânia prevaleça como uma nação soberana e independente, e, portanto, precisamos apoiar a Ucrânia”.
Ora, poucas horas depois da posição manifestada pelo líder da aliança, Viktor Orbán veio a público mostrar uma versão diferente. O governante húngaro partilhou no Twitter as declarações, acompanhadas de um só comentário: “O quê?!”
What?! https://t.co/j3mJojHHOl
— Orbán Viktor (@PM_ViktorOrban) April 21, 2023
A interjeição de Orbán aponta para a divisão no seio da NATO quanto à perspetiva de uma adesão ucraniana — muito longe da “unanimidade” apregoada por Stoltenberg. Ao mesmo tempo, a Hungria é um dos países europeu que mantém uma relação de proximidade com o Kremlin e, quer na NATO, quer na União Europeia, tem-se oposto repetidamente ao consenso das alianças políticas e económicas do Ocidente.
No que ao alargamento da NATO diz respeito, Budapeste foi o último país a votar favoravelmente a entrada da Finlândia e, além do bloqueio à Ucrânia, tem-se colocado ao lado da Turquia na rejeição da adesão da Suécia. O país votou em 2008 ao lado da aliança a entrada condicional de Kiev, sem no entanto determinar um timing específico para essa entrada.
Para já, sabe-se que o tema da adesão ucraniana estará em discussão na próxima cimeira da aliança, que está marcada para o mês de julho em Vilnius, na Lituânia. O líder da NATO já convidou Volodymyr Zelensky a marcar presença.
https://observador.pt/liveblogs/g7-pondera-proibicao-quase-total-de-exportacoes-para-a-russia/