O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, deixou, esta quinta-feira, um sério aviso ao Ocidente e ao que considerou serem os “herdeiros de Hitler, Mussolini, Pétain e outros na Europa que apoiam os nazis em Kiev”.

Numa publicação do Telegram, o ex-Presidente russo referiu que alguns “combatentes estúpidos” ucranianos “concordaram que o melhor método de lutar contra a Rússia passa por destruir as infraestruturas militares do país com mísseis de longo alcance transferidos pelo Ocidente”.

“O que isto significa?”, questionou Dmitry Medvedev, respondendo logo a seguir que essa atitude pode levar a que a doutrina nuclear russa seja ativada, mais concretamente o artigo 19.

O vice-presidente do Conselho de Segurança russo citou aquele artigo, que estipula que um ataque da Rússia “usando armas convencionais” e que coloque a “existência do Estado em risco” levará ao uso de armas nucleares por parte da Rússia.

Dmitry Medvedev alegou que, ao atacar território russo, a Ucrânia não “tem direito à legítima defesa”, sendo uma justificação necessária para “o uso de armas nucleares contra” aquele país.

As declarações surgem depois de o Presidente da Estónia, Alar Karis, ter dito, numa conferência ao lado do homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, que o Ocidente precisa de entregar “assistência militar” à Ucrânia. E que isso significa que é “impossível impedir ataques contra alvos militares do agressor”, uma vez que isso “enfraquece as forças do inimigo e protegem o povo ucraniano”. “Não deve haver restrições nas armas enviadas à Ucrânia”, defendeu o Chefe de Estado estónio.