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O Hezbollah disparou mísseis antiaéreos contra aviões de combate israelitas, adiantou esta quita-feira o grupo xiita libanês, sem confirmar se atingiu algum alvo, mas denunciando que os caças quebraram a barreira do som em vários pontos do espaço aéreo libanês.

“Os combatentes da Resistência Islâmica lançaram mísseis antiaéreos contra aviões de combate inimigos que romperam os nossos céus e quebraram a barreira do som numa tentativa de aterrorizar as crianças“, sublinhou o movimento, em comunicado.

A Agência Nacional de Notícias do Líbano (ANN) noticiou esta quinta-feira que aviões pertencentes ao Estado judeu sobrevoaram o sul do país a baixa altitude e quebraram a barreira do som “em intervalos diferentes”.

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A mesma situação também se repetiu na zona de Zahrani, a mais de 45 quilómetros da fronteira comum, enquanto em Kaoutariyet al Siyad, a uma distância semelhante, os combatentes lançaram balões incendiários e provocaram um incêndio, de acordo com a mesma fonte.

Esta não é a primeira vez que caças israelitas quebram deliberadamente a barreira do som sobre o Líbano, algo que provoca um som alto semelhante ao de uma explosão e que nos últimos meses já desencadeou o pânico em várias partes do território libanês.

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O ataque direto do Hezbollah contra estes caças de combate ocorre numa nova escalada entre as partes, que nas últimas semanas intensificaram o fogo cruzado.

Israel tem elevado consideravelmente o tom, nos últimos dias, em relação à declaração de uma possível guerra contra o Líbano.

O Estado Judeu e o grupo libanês têm estado envolvidos em confrontos intensos desde 8 de outubro, um dia após a eclosão da guerra de Gaza, e estes são os piores confrontos desde a guerra que travaram em 2006.

O conflito em curso na Faixa de Gaza foi desencadeado pelo ataque do grupo islamita Hamas em solo israelita de 7 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas.

Desde então, Telavive lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que até ao momento provocou mais de 36.500 mortos e 82.000 feridos segundo o Hamas, classificado como “organização terrorista” por Israel, União Europeia e Estados Unidos.