Os advogados de Donald Trump pediram esta terça-feira a um tribunal federal de recurso que anule a decisão do júri que o considerou culpado de ter abusado sexualmente da escritora E. Jean Carroll na década de 90, condenação que resultou no pagamento de uma indemnização de cinco milhões de dólares (4,8 milhões de euros), avança a ABC.
Depois de um outro tribunal de recurso ter determinado que “Trump não demonstrou que o tribunal cometeu um erro em qualquer uma das decisões contestadas”, negando o caminho para um novo julgamento, a equipa legal do Presidente eleito dos Estados Unidos da América solicitou uma audiência “en banc“, requerendo a presença de todos os juízes do tribunal, e não de um painel pré-determinado. Esta é a última opção de recurso que Trump pode apresentar, antes de ser obrigado a recorrer ao Supremo Tribunal.
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“Para ter alguma hipótese de persuadir um júri, as alegações implausíveis e sem fundamento de Carroll tinham de ser — e foram-no repetidamente — apoiadas pela admissão errónea de provas de propensão altamente inflamatórias”, escrevem Todd Blanche, Emil Bove e D. John Sauder, os advogados que a partir do dia 20 de janeiro passam a integrar os lugares de topo do Departamento de Justiça norte-americano. Desta forma, os advogados de Donald Trump argumentam que, se esta deliberação não for anulada, poderá “criar um precedente prejudicial”.
Em 2023, os júris de Nova Iorque declararam Trump culpado de ter abusado sexualmente Carroll num provador de uma loja em Manhattan na década de 90, e pela difamação da escritora em 2022, quando negava as acusações. Assim, o veredicto obrigou o republicano a pagar um total de 88 milhões de dólares (85,5 milhões de euros) a E. Jean Carroll.