A Mercedes, que tem vindo a desenvolver há muito o maior dos seus camiões eléctricos, o eActros 600, conseguiu agora aliciar a Amazon como cliente, que colocou uma encomenda de 200 unidades. De frisar que a Amazon necessita de grandes camiões para transporte de longo curso, pelo que já em 2019 encomendou 100.000 furgões comerciais eléctricos de grande dimensão ao construtor norte-americano Rivian, onde investiu 1000 milhões de dólares. Dessa encomenda, recebeu até agora um total de 20.000 unidades, nenhuma a operar em Portugal, mas 600 a circular na Alemanha.

A Amazon transporta diariamente 1,6 milhões de embalagens, dos mais diferentes tamanhos e formatos, necessitando de um veículo pesado capaz de transportar mais de 30 toneladas, com um peso bruto de 42 toneladas. A esse imperativo do negócio associa-se um período de transição, já que a empresa está num processo de trocar os velhos camiões a gasóleo pelos novos eléctricos, que não só são melhores para o ambiente, como oferecem vantagens muito interessantes em termos de redução dos custos de utilização.

816 cv e 500 km de autonomia. Mercedes lança eActros Longo Curso

O eActros 600 é um camião do tipo tractor com semi-reboque com uma potência de 816 cv (600 kW) em pico e 544 cv (400 kW) em contínuo, alimentado por uma bateria com a capacidade de 600 kWh que, de acordo com o construtor, garante uma autonomia de 500 km com carga máxima. Estes veículos pesados, fabricados em Wörth, na Alemanha, são ainda capazes de recarregar este acumulador de dimensões generosas a 360 kW, o que permite ir de 20 a 80% em menos de uma hora. Tal não é propriamente um problema na Europa, pois um camião pesado de longo curso tem obrigatoriamente de parar, por lei, 45 minutos ao fim de cada período de condução de 4,5 horas.

Amazon compra 100.000 furgões EV que não existem

Além dos mencionados furgões comerciais a bateria da Rivian e de uma infinidade de bicicletas eléctricas de carga para o último quilómetro antes da casa do cliente, a Amazon já possui 38 tractores com semi-reboque eléctricos na Europa, a que se juntam outros 50 a operar na Califórnia. Tudo para cumprir a promessa, anunciada em 2019, de atingir zero emissões em toda a operação.