O conhecido chef francês Marc Veyrat decidiu banir os inspetores dos Guias da Michelin do seu recém-inaugurado restaurante Le Restaurant Marc Veyrat, em Megève, no coração dos Alpes.

“Até pus um pequeno letreiro na porta de entrada”, disse o chef em declarações a uma reportagem da CNN. “Vou fazer 75 anos. Não quero fazer exames nem fazer parte de rankings”, adicionou.

Marc Veyrat processou a Michelin em 2019, após o guia turístico ter despromovido um dos seus restaurantes — La Maison des Bois — de três estrelas para duas. Além de solicitar que o restaurante fosse retirado dos guias da Michelin, exigiu também uma explicação para a despromoção e uma compensação monetária simbólica de um euro. Todavia, não só perdeu o caso como teve de pagar os custos do processo judicial.

Chef francês processa Michelin após perder terceira estrela

O La Maison des Bois mudou, entretanto, de chefia. Veyrat entregou o restaurante à filha, que o renomeou de Le Hameau de mon Père, em homenagem ao pai. No entanto, o chef abriu o Le Restaurant Marc Veyrat em Megève por sentir saudades de trabalhar e gerir um restaurante.

“O que me motiva é a alegria de receber pessoas”, confessou Veyrat na mesma reportagem da CNN.

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Uma refeição no novo restaurante custa, normalmente, 450 euros por pessoa, um preço que inclui a oportunidade de conhecer Veyrat pessoalmente. O chef francês realça que muitos dos clientes vêm ao estabelecimento apenas para apertar a sua mão. “Não o digo por egoísmo: eu faço parte da arquitetura”, diz, entre risos.

Os inspetores da Michelin podem não estar autorizados a entrar no Le Restaurant Marc Veyrat mas a proibição pode ser inconsequente: sob anonimato, podem sempre sentar-se e avaliar os pratos, tal como sucedeu, por exemplo, com Eo Yun-gwon.

Em 2019, o chef sul-coreano pediu que o seu restaurante, Eo, fosse excluído dos guias da Michelin. Em vão, no ano seguinte o estabelecimento figurava novamente no famoso guia.