No “culminar de um processo com várias décadas“, o Banco de Portugal assinou um acordo com a seguradora Fidelidade para a compra de um (futuro) edifício nos terrenos da antiga Feira Popular que irá ser a nova sede do supervisor financeiro. A informação é transmitida oficialmente pelo Banco de Portugal em comunicado divulgado nesta segunda-feira.
“O Banco de Portugal e a Fidelidade assinaram hoje [segunda-feira] um memorando de entendimento que estabelece as bases para a aquisição de um edifício localizado nos terrenos da antiga Feira Popular (na Parcela A da Unidade de Execução de Entrecampos), em Lisboa”, pode ler-se no comunicado onde se acrescenta que o acordo “culmina um extenso trabalho de análise técnica, funcional e jurídica, envolvendo equipas de ambas as entidades, reflete o interesse do Banco de Portugal em ali concentrar os seus escritórios em Lisboa e o compromisso da Fidelidade em concretizar a transação”.
Sem revelar os valores envolvidos, o Banco de Portugal adianta que “a respetiva formalização está sujeita à conclusão satisfatória das negociações e à obtenção das aprovações necessárias”.
O projeto apresenta uma infraestrutura moderna e funcional com os mais altos padrões de sustentabilidade, numa localização central com grande acessibilidade, integrada e aberta à comunidade, devendo estar concluído no terceiro trimestre de 2027“, afirma o Banco de Portugal em comunicado.
O supervisor acrescenta que “a concretização desta aquisição vai ao encontro das necessidades do Banco de Portugal nos planos funcional e institucional e representa o culminar de um processo com várias décadas de procura da melhor solução para uma localização única do espaço de escritórios na cidade de Lisboa”. Estava no relatório da administração, divulgado em maio, a intenção de “desenvolver o projeto de concentração dos serviços dispersos em Lisboa num novo edifício”.
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Este é um processo que se arrasta há décadas no Banco de Portugal, que tem a sede do conselho de administração na baixa lisboeta e, também, um edifício na avenida Almirante Reis, além de outros locais como a rua Castilho e a avenida da República. Na semana passada, o governador Mário Centeno voltou, como já tinha feito, a comparar a decisão sobre a nova sede às várias décadas que se arrastou o processo de decisão do novo aeroporto de Lisboa.
O Banco de Portugal arrendou o Edifício Marconi (Álvaro Pais), como solução temporária para que possam trabalhar pessoas que atualmente estão no edifício na Almirante Reis, que tem problemas estruturais que necessitam de obras. Em maio deste ano, na apresentação dos resultados anuais do Banco de Portugal, Mário Centeno explicou que “não há nenhum plano de aquisição do edifício Marconi”, já que a utilização deste “é uma solução temporária, que não envolve a aquisição”.
Na altura, Mário Centeno não deu mais informações sobre o sítio concreto, adiantando que “para o ano, com certeza, poderei dizer mais”, afirmou.