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O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou esta segunda-feira que a Europa está “preparada e disposta” para dar “um passo em frente” e “liderar” as garantias de segurança para a Ucrânia, bem como a investir “muito mais” na defesa.
“Preparada e disposta. É essa a minha impressão da reunião desta segunda-feira em Paris. A Europa está preparada e disposta a dar um passo em frente e a liderar a prestação de garantias de segurança à Ucrânia“, escreveu Rutte nas suas redes sociais após a reunião de emergência convocada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, para discutir o papel da Europa no conflito entre Ucrânia e a Rússia.
“Estamos preparados e dispostos para investir muito mais na nossa segurança. Os pormenores terão de ser decididos, mas o compromisso é claro”, adiantou o antigo primeiro-ministro dos Países Baixos.
Pouco antes da reunião, Macron falou por telefone com o Presidente dos EUA, Donald Trump, divulgou o Eliseu, embora não tenha revelado pormenores dessa conversa, além de revelar que a chamada durou cerca de 20 minutos.
Macron falou com Trump antes de reunião com líderes europeus em Paris
A reunião de Paris ocorreu um dia antes de representantes da Rússia e dos EUA se reunirem na Arábia Saudita para discutir o fim da guerra na Ucrânia, três anos depois de a Rússia ter invadido o país.
O presidente dos EUA prometeu durante a campanha para as eleições presidenciais de novembro que um dos objetivos da sua política externa era acabar com o conflito na Ucrânia.
Após a reunião desta segunda-feira, na rede social X, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen garantiram que “a Europa assume plenamente a sua quota-parte na assistência militar à Ucrânia”.
Today in Paris we reaffirmed that Ukraine deserves peace through strength.
Peace respectful of its independence, territorial integrity, with strong security guarantees.
Europe carries its full share of the military assistance to Ukraine.
At the same time, we need a surge in… pic.twitter.com/WAadyQZbOH
— António Costa (@eucopresident) February 17, 2025
Para os responsáveis a Ucrânia “merece a paz”. “Uma paz que respeite a sua independência e integridade territorial, com fortes garantias de segurança. A Europa assume plenamente a sua quota-parte na assistência militar à Ucrânia”, acrescentaram.
“Ao mesmo tempo, precisamos de um aumento da defesa na Europa”, segundo os responsáveis, que publicaram ainda uma foto da reunião, na qual participaram vários chefes de governo, como o alemão Olaf Scholz, o espanhol Pedro Sánchez, o neerlandês Dick Schoof, o polaco Donald Tusk, a italiana Georgia Meloni e o britânico Keir Starmer.
Starmer reiterou a disponibilidade do Reino Unido para enviar tropas para a Ucrânia se for alcançado um acordo de paz, mas exigiu que os Estados Unidos forneçam uma “garantia”.
Por seu lado, Scholz instou a Europa e os Estados Unidos a continuarem a “agir em conjunto” face aos receios causados pelas iniciativas do Presidente norte-americano, Donald Trump, acerca do conflito na Ucrânia.