O Hospital de Évora terá negado a prestação de socorro a um homem que se sentiu mal e caiu no chão a escassos 20 metros da entrada do Serviço de Urgência, avançou a SIC Notícias, que estava no local quando tudo aconteceu. Quando confrontada com a situação e o pedido de socorro ao homem, a unidade hospitalar terá respondido que teria de ser acionado o 112.

O homem, de meia idade, caiu no chão, no passeio, por volta das 10h45, tendo sofrido o que se pensa ter sido um princípio de Acidente Vascular Cerebral. Algumas pessoas que passavam no local aperceberam-se da situação e tentaram acionar a ajuda direta do Hospital do Espírito Santo, mas sem sucesso. A unidade hospitalar informou que nada poderia fazer, uma vez que teria de ser acionado o 112, para que fosse enviado um meio de socorro.

Ao Observador, e ressalvando não conhecer o caso em concreto, a presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Urgência e Emergência diz que é isso que está “protocolado”. “Fora do perímetro hospitalar, não é o hospital que vai buscar as pessoas, é o INEM. Mesmo sendo à porta do hospital. Sempre foi assim”, sublinha Adelina Pereira, acrescentando que os “hospitais não têm meios próprios” para recolher a pessoa.

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Ao jornal Público, e apesar de também não conhecer os contornos concretos desta situação, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses considera que o protocolo terá sido seguido sem que fosse acautelada a especificidade do caso. “O hospital tinha obrigação de mandar alguém porque, apesar do protocolo, existe o princípio geral de auxílio que deve ser feito”, defende António Nunes.

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Contactado o 112, o socorro acabou por demorar cerca de 20 minutos a chegar. Uma equipa de bombeiros que se encontrava no hospital acabou por prestar os primeiros socorros antes da chegada do meio de socorro — neste caso, foi acionada uma ambulância. O homem acabou por ser transportado para o Serviço de Urgência do Hospital de Évora.

O Observador contactou a unidade hospitalar para tentar obter esclarecimentos sobre o caso, mas, até ao momento, ainda não obteve resposta.