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A visita oficial de Emmanuel Macron a Portugal arrancou esta quinta-feira com um atraso de mais de meia hora e uma carga de chuva intensa em Lisboa, que não demoveu o Presidente francês e Marcelo Rebelo de Sousa, que o recebeu no exterior do Mosteiro dos Jerónimos, de ouvirem A Marselhesa e A Portuguesa a céu aberto.

Sem guarda-chuvas ou outra proteção, os dois chefes de Estado seguiram para a revista à guarda de honra e acabaram por estar vários minutos expostos ao clima adverso, com Macron a pingar. Já no interior do Mosteiro dos Jerónimos, Macron, acompanhado da primeira-dama francesa, Brigitte Macron, depositou uma coroa de flores no túmulo de Luís Vaz de Camões.

A visita ao monumento não foi demorada, com a necessidade de recuperar do atraso matinal, e dali os dois presidentes seguiram para a segunda paragem da manhã: o Palácio de Belém. Poucos minutos antes da 13h00 da tarde, o Presidente de França chegou à residência oficial do Presidente da República.

Os atos protocolares habituais sucederam-se com rapidez. Primeiro Marcelo e Macron tiraram a fotografia oficial e, logo depois, o Presidente francês assinou o livro de honra da Presidência da República.

Ainda no Palácio de Belém, o Presidente da República condecorou Emmanuel Macron com o Grande-Colar da Ordem da Liberdade, o mais alto grau da Ordem que é concedido pelo Presidente da República a Chefes de Estado estrangeiros. Brigitte Macron também foi condecorada — recebeu a Grande Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique.

Depois de uma curta audiência no Palácio de Belém, os presidentes francês e português saíram de mãos dadas da sala onde estiveram reunidos. O ponto seguinte na agenda de Macron foi o encontro com Luís Montenegro, no Palácio de São Bento, onde os dois tiveram um almoço de trabalho.

Às 15h30, o Presidente de França deverá chegar à Assembleia da República para ser recebido pelos deputados numa cerimónia oficial.

Estava prevista uma ida ao veleiro Santa Maria Manuela, no Cais do Adamastor, no Parque das Nações, ao lado de Luís Montenegro, mas por “razões climatéricas” o plano passou para o Centro Cultural de Belém.